Pinterest lança-se no e-commerce com um botão "comprar"

O aplicativo americano Pinterest, que permite alfinetar fotos ligadas aos seus centros de interesse, dá os primeiros passos no mundo do comércio on-line com a introdução de um novo botão "comprar" em algumas fotos alfinetadas em seu site web.

No cruzamento da rede social e do motor de buscas on-line, o Pinterest já é utilizado por muitas marcas que nele disponibilizam imagens dos seus produtos para tentar atrair clientes. Ao lado do botão vermelho, que já permite alfinetar essas imagens em seu próprio perfil, poderá haver em breve aí um botão azul para comprar o produto.
 
É "um meio simples e securitizado de comprar produtos dos quais se goste diretamente a partir do Pinterest", garantiu Ben Silbermann, dirigente e cofundador da empresa, durante uma apresentação em São Francisco.
 
Ele afirmou que se tratava de uma demanda feita pelos usuários.
 
O Pinterest apresenta em especial um estudo recente da Millward Brown, segundo o qual 93% dos seus usuários ativos utilizam o aplicativo para prepararem-se para compras, sendo que 87% dizem já ter comprado alguma coisa porque já haviam visto isso no Pinterest.
 
A empresa diz contar com mais de 2 milhões de produtos dotados de um novo botão a partir do lançamento, previsto para as próximas semanas nos Estados Unidos para os usuários de iPhone e do iPad da Apple.
 
Ela vai também desdobrar versões adaptadas aos dispositivos móveis que utilizem Android, o sistema operacional móvel do Google, assim como aos computadores pessoais, mas sem apontar datas, nem para um potencial desenvolvimento da função no exterior.
 
Para sua nova funcionalidade, o Pinterest forjou parcerias com grandes distribuidores americanos, como Macy's, Neiman Marcus ou Nordstrom, bem como com especialistas do comércio on-line, como Shopify, que permitirão ao novo botão ser também utilizado por milhares de marcas locais.
 
Os pagamentos poderão ser realizados via Apple Pay, o serviço de pagamentos do grupo da maçã, ou por cartão de crédito. O Pinterest previu também uma funcionalidade de busca, que possibilita, por exemplo, a fixação de um objetivo de preço.
 
A empresa afirma que o sistema funcionará sem tarifas tanto para os internautas como para os comerciantes. O botão comprar poderá, no entanto, também ser colocado em conteúdos "patrocinados", a forma que tomam as publicidades dentro do aplicativo.
 
O Pinterest, fundado em 2010 na Califórnia, está hoje disponível em cerca de trinta idiomas, com escritórios em Londres, Paris, Berlim, Tóquio ou ainda em São Paulo. É uma das start-ups que mais se encontram em evidência no Vale do Silício, contando com um valor estimado em cerca de 11 bilhões de dólares, durante sua última reunião financeira em meados de março.
 
O aplicativo diz contar com mais de 50 bilhões de imagens alfinetadas em seu site, e a Comscore avalia que ele possui 70 milhões de usuários ativos.
 
Antes do Pinterest, as redes sociais Facebook e Twitter começaram no ano passado a testar seus próprios botões "comprar", integrados em algumas publicidades veiculadas nos seus sites, o que permite aos seus usuários ir assim comprar diretamente o produto elogiado em seus anúncios.
 
De acordo com as mídias americanas, o gigante da Internet Google estaria trabalhando também em sua própria versão do botão "comprar".
 
Por sua vez, o aplicativo de compartilhamento de imagens do Instagram, filial do Facebook, anunciou separadamente na terça-feira passada em seu blog oficial, no âmbito de uma expansão da sua oferta publicitária, que ia também começar a testar "dentro dos próximos dias" funcionalidades que permitam aos usuários "agir diretamente a partir de uma publicidade para registrarem-se em um site, comprar um produto ou baixar um aplicativo".

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