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Peta lança campanha para levar Farfetch a banir angorá

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 24 de set de 2019
Tempo de leitura
access_time 2 Minutos
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A organização de direitos dos animais Peta vai pressionar a Farfetch a proibir a venda de artigos em angorá durante a sua assembleia geral anual, que terá lugar na quarta-feira. Um representante da Peta nos Estados Unidos irá fazer uso do direito da organização enquanto acionista da Farfetch para solicitar esclarecimentos sobre a política de proibição de peles da empresa.


Farfetch


Utilizando a mesma estratégia que seguiu com outras empresas de moda para fazer pressão em prol da proibição de certos produtos de origem animal, a Peta se tornou acionista da Farfetch em setembro de 2018 após a sua entrada em bolsa.
 
O plataforma de venda online de artigos de moda de luxo anunciou, cinco meses depois, que "produtos feitos inteiramente de peles ou decorados com peles" seriam proibidos até 31 de dezembro de 2019. 

A Peta argumenta, no entanto, que a Farfetch se recusou a confirmar se a proibição inclui angorá.

"Nenhum ser vivo sensível deve ser submetido ao sofrimento pelo qual os coelhos angorá passam quando o seu pelo lhes é arrancado do corpo", diz Elisa Allen, diretora da Peta. "A Peta está pedindo à Farfetch que assuma uma posição contra o sofrimento, seguindo a liderança de muitas marcas de moda e retalhistas, pondo fim à venda de angorá nos seus sites."

Um representante da Peta irá fazer pressão para que a proibição inclua produtos com peles de coelho, colocando aos diretores da Farfetch a seguinte questão: “Dado que a Farfetch está bem ciente da extrema crueldade que envolve os itens de angorá vendidos no seu site, irá a plataforma de moda online seguir os passo dos mais de 340 designers e retalhistas, como Gucci, Burberry e Selfridges, que já proibiram o fio de pele de coelho?”

A Farfetch, que em agosto negou rumores de que estaria prestes a comprar a Barneys New York, aumentou o Volume Bruto de Mercadoria (GMV) de 338 milhões de dólares para 488 milhões de dólares no segundo trimestre do ano, enquanto a receita cresceu mais de 40%, para 209 milhões de dólares.
 
A empresa em expansão está a trabalhar para integrar uma nova camada de 'plataforma de marca' ao seu portefólio de serviços existente através da recente aquisição do New Guards Group.

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