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Pesquisa aponta os perfis dos empreendedores negros no Brasil

Publicado em
today 5 de dez de 2019
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São 14 milhões de afroempreendedores no Brasil. Um levantamento inédito, encomendado pela PretaHub, aceleradora do empreendedorismo negro no Brasil, em parceria com a Plano CDE e a JP Morgan, entrevistou 1.220 pessoas em todo país, entre julho e setembro de 2019. O resultado está na pesquisa Estudo do Empreendedorismo Negro No Brasil, que ouviu 918 empreendedores negros e 302 brancos, de todas as classes sociais, entre 18 e 70 anos. Segundo a pesquisa, os afroempreendedores estão divididos em três perfis: necessidade (34%), vocação (35%) e engajamento (22%) e 9% apresentam perfil misto.


Pesquisa estudou os perfis dos empreendedores negros no Brasil - Foto: Unsplash


Necessidade (Motivados a empreender muitas vezes por necessidade ou situação de desemprego. A maioria ainda não é formalizada, mas pretende se formalizar futuramente); Vocação (Familiaridade com a atividade e desejo de ser autônomo, às vezes somados a dificuldade em se adequar no mercado de trabalho. A maioria é formalizada por necessidade de estabelecer contratos de prestação de serviços); e Engajamento (Desejo de empreender, muitas vezes somado à vontade de exercer atividade autoafirmativa, voltada para o público afro. A maioria é formalizada)

Segundo o levantamento, entre os empreendedores negros entrevistados, 81% se identificam como pardo/mulato, e 18% como negro; 52% são mulheres; 40% deles estão no Sudeste; 31% no Nordeste; 12% Centro-oeste; 11% no Norte e 6% no Sul; 48% tem até o ensino médio completo, 37% possui renda entre R$ 2.000 e R$ 5.000 e mais da metade (72%), considera abrir um negócio próprio mais vantajoso do que estar no mercado de trabalho.

Entre as pessoas que empreendem por necessidade, 46% abriram um negócio próprio por falta de emprego e 83% não possuem funcionários ou parceiros. 51% das pessoas do perfil vocação sempre quiseram empreender, 85% viram sua renda crescer e 95% têm planos de evoluir o seu negócio e ampliar a empresa em um ano. Para 31% dos engajados, a maior qualidade como empreendedor é a articulação de sua cultura e seus produtos e 36% trabalham com negócios ligados à inovação.

"A pesquisa destaca a heterogeneidade dentro do afroempreendedorismo e traz dois novos perfis desses donos de negócios, quebrando o estereótipo do empreendedorismo por necessidade. Hoje, no Brasil, o negro empreende, em sua maioria, pelo desejo de ser autônomo e se autoafirmar, diversificou suas áreas de atuação, registrou aumento na renda e mais da metade desses empreendedores tem seu negócio formalizado e deseja vê-lo crescer nos próximos anos. O cenário é bastante positivo", avalia Breno Barlach, gerente de projetos da Plano CDE.

Acesso a crédito, gestão financeira e falta de apoio no planejamento e gestão do negócio aparecem como os principais desafios enfrentados por esses empreendedores: 32% já tiveram crédito negado sem explicação, 88% são os únicos responsáveis pela gestão financeira do negócio e a maioria deles conta apenas com recursos próprios ou de seus familiares para investirem. Apenas 3% acreditam que a dificuldade de acesso a crédito esteja ligada a questão racial;

As redes sociais são a principal ferramenta de venda desses empreendedores. 45% utilizam o WhatsApp; 32% fazem uso de outras redes, como Instagram e Facebook, e menos da metade investe na comercialização via e-commerce (21% Sites/Blogs próprios; 20% Marketplace);

O estudo completo está disponivel neste link.

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