Perfumes Coach sustentam vendas da Interparfums

O grupo francês Interparfums, criador e distribuidor de perfumes, aumentou o seu volume de negócios em 3,4% para 118,5 milhões de euros no terceiro trimestre, graças aos perfumes sob licença da Coach e da Jimmy Choo.


Publicidade do perfume Coach Floral - Interparfums

Tendo em conta os "resultados muito bons" dos perfumes Coach, "acima" das previsões do grupo, o objetivo de um volume de negócios de 430 milhões de euros em 2018 "poderá ser ligeiramente ultrapassado", disse na quinta-feira o CEO da Interparfums, Philippe Benacin, citado num comunicado.

As vendas totais do grupo nos primeiros nove meses do ano atingiram os 337,2 milhões de euros, com um crescimento de 4,1% face ao ano anterior, ou de 8,2% a taxas de câmbio constantes.

Ao longo do último trimestre, os perfumes sob licença da nova-iorquina Coach alcançaram o melhor desempenho do grupo, com um aumento de vendas de 42% num ano, para 22,5 milhões de euros.

Desde o início do ano, as vendas dos perfumes Coach chegaram a disparar 90%, "uma progressão notável, especialmente nos Estados Unidos", afirmou a Interparfums no seu comunicado.

Os perfumes Jimmy Choo também fizeram bons progressos durante o último trimestre (+21% ano a ano, para 29 milhões de euros), graças ao lançamento da linha Jimmy Choo Fever no verão, o que perimitiu limitar o declínio de 9% da marca desde o início do ano.

Na ausência de grandes lançamentos este ano, os perfumes da principal licença do grupo, a Montblanc, caíram 15% no terceiro trimestre para 26,9 milhões de euros, e 5% nos primeiros nove primeiros meses do ano.

As vendas da Rochas, marca de perfumes da Interparfums, também diminuiu no terceiro trimestre (-12,7%, para 6,9 milhões de euros) e mostrou um declínio de 12% desde janeiro, apesar do contínuo trabalho de implantação marca, que já está disponível em cerca de vinte países.

"O ano de 2019, com uma série de grandes lançamentos das marcas Montblanc, Lanvin e Jimmy Choo, apresenta-se positivo e deve ser marcado por uma aceleração do crescimento", lembrou Philippe Benacin.

Traduzido por Estela Ataíde

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