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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
31 de jan. de 2019
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Pepe Jeans em dificuldades, com Hackett e Façonnable em queda

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
31 de jan. de 2019

A Pepe Jeans está passando por uma fase de desafios contínuos, numa altura em que a sua marca Hackett enfrenta dificuldades, a Façonnable lida também com a queda nas vendas e o Brexit e outras questões mais amplas apresentam desafios específicos, de acordo com um relatório do jornal espanhol El Confidencial. Como resultado, a Pepe Jeans está tentando renegociar o seu empréstimo de 250 milhões de euros.


Hackett


A empresa foi fundada no Reino Unido, mas atualmente está sediada na Espanha. No entanto, a Grã-Bretanha continua sendo o seu principal mercado e os problemas no setor do varejo de moda do país foram amplamente divulgados e não dão indicações de melhoria.
 
A marca Hackett é particularmente problemática, indica o El Confidencial, e os fracos resultados das suas marcas significam que a empresa falhou alguns dos seus compromissos financeiros, pelo que a empresa terá supostamente pedido ao BBVA para reestruturar um empréstimo que havia sido renovado há apenas 18 meses.

Embora os seus resultados de 2018 ainda não estejam disponíveis, no ano passado a empresa indicou ter registado prejuízo em 2017, tendo os seus proprietários injetado 22 milhões de euros. Na altura, a marca de casualwear Pepe era a única do portefólio a registar aumento de vendas.

Mas, segundo o relatório, que se baseia na perspetiva da auditora da empresa, a PwC, os volumes e margens de vendas da empresa terão continuado a cair desde então.

Além dos problemas específicos das marcas e das questões relacionadas com o Brexit, a empresa foi também fortemente afetada pela mudança geral nos hábitos de consumo, pelo efeito do clima nas vendas sazonais e pelos custos de reestruturação.

A Pepe Jeans, que pertence desde 2015 ao veículo M1, propriedade da família libanesa Mikati, não comentou o relatório.

A M1 pagou 720 milhões de euros pela empresa, mas o jornal também afirma que agora o grupo a avalia em apenas 641 milhões de euros, embora a PwC tenha indicado que até esse número reduzido é superior ao valor real da empresa.

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