×
Publicado em
22 de dez de 2020
Tempo de leitura
3 Minutos
Compartilhar
Baixar
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Tamanho do texto
aA+ aA-

Para 2021, produção da indústria têxtil deverá ser semelhante à de 2019

Publicado em
22 de dez de 2020

As produções de manufaturas têxteis e de peças de vestuário no Brasil devem alcançar, em 2021, 2,09 milhões de toneladas e 5,81 bilhões de peças, marcas semelhantes às registradas em 2019 (2,05 milhões de toneladas e 5,94 bilhões de peças, respectivamente), último ano antes que o setor sentisse os impactos econômicos resultantes da pandemia. Os valores representam crescimentos de 8,3% e 23% na comparação com as projeções para o fechamento deste ano. As projeções são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).


Produções de manufaturas têxteis e de peças de vestuário no Brasil devem alcançar, em 2021, 5,81 bilhões de peças - Waldemar Brandt / Unsplash


Produções de manufaturas têxteis e de peças de vestuário no Brasil devem alcançar, em 2021, 5,81 bilhões de peças - Waldemar Brandt / Unsplash



Segundo o presidente da entidade, Fernando Valente Pimentel, no entanto, embora os números pareçam altos, na verdade, a comparação é sobre uma base baixa. Isso porque o setor vinha buscando se recuperar desde 2010 e, em 2019 estava reconquistando um crescimento mais sólido, mas foi atropelado pela pandemia, sendo um dos que mais sofreram. Em 2020, o setor estima encerrar dezembro tendo produzido 1,87 milhão de toneladas de manufaturados têxteis e 4,76 bilhões de unidades de vestuário, volumes afetados pelo reflexo da crise sanitária na atividade econômica.

Em faturamento, o setor projeta para o próximo ano R$ 55,3 milhões em manufaturados têxteis e R$ 152,1 bilhões em produtos de vestuário, o que representará, respectivamente, altas de 10,5% e 24% em relação aos valores registrados neste ano.

Com relação às vendas no varejo, a entidade espera a comercialização de 6,2 bilhões de peças em 2021, o que representará um crescimento de 25% em comparação com este ano de 2020, quando devem ser vendidas até o fim de dezembro 5 bilhões de peças. Em faturamento, no mesmo comparativo, o incremento deve acompanhar o ritmo das vendas, e o comércio espera atingir R$ 228,9 bilhões no próximo ano. O número é 26% maior que os R$ 181,4 bilhões que deverão ser registrados em receita do setor em 2020.

"A previsão está atrelada à manutenção das atividades econômicas em relativa normalidade, em ano em que ainda será necessário se superar efeitos da crise sanitária", avalia Fernando Pimentel. "Um eventual novo fechamento do varejo por conta do recrudescimento da pandemia deve jogar a estimativa para baixo", complementa.

Com relação ao nível de emprego, Pimentel explica que o setor perdeu neste ano 39 mil postos de trabalho, mas que já para o ano que vem a expectativa é recuperar aproximadamente 65% desse volume, fechando 2021 com saldo positivo de 25 mil vagas de trabalho.

A produção de máscaras cirúrgicas pelas empresas do setor saltou de 6,5 milhões para 140 milhões em quatro meses, período em que 140 empresas converteram suas linhas de produção para atender a essa demanda. O setor, por meio das Companhias, doou R$ 53 milhões em equipamentos de proteção individual e respiradores (contabilizados até maio). A tecnologia de tecidos com proteção antiviral, antes pouco conhecida pelo grande público, também se popularizou.

Fernando Pimentel espera alavancar o PIB da indústria têxtil em torno de 2,5%. Ele reforça, no entanto, que esse incremento nos resultados está diretamente atrelado à retomada de uma agenda positiva, que envolve diversas discussões, como reforma tributária, reforma do setor elétrico, pacto federativo, nova lei de licitações, entre outros temas da agenda governamental.

Copyright © 2021 FashionNetwork.com. Todos os direitos reservados.