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Publicado em
14 de abr de 2021
Tempo de leitura
4 Minutos
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Pandemia fez e-commerce saltar 40% no Brasil

Publicado em
14 de abr de 2021

Há pouco mais de um ano, a pandemia de Covid-19 mudou o mundo e, consequentemente, o consumo. O e-commerce passou a ser não mais uma escolha mas uma necessidade, e empresas que até então não eram adeptas e tiveram suas lojas fechadas devido às restrições dos governos para conter o avanço da pandemia, foram forçadas a se adequar à nova realidade. 


A pandemia mudou oshábitos de consumo dos brasileiros


Um estudo sobre o e-commerce no Brasil, realizado pela agência especializada em SEO, Conversion, que analisou o tráfego dos 200 maiores sites do país (acima de 1 milhão de acessos), aponta que os sites de e-commerce tiveram 20,61 bilhões de acessos do Brasil nos últimos 12 meses. Segundo a agência, em março deste ano, o comércio eletrônico cresceu e registrou 1,66 bilhão de acessos, um crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Dos 15 setores analisados pela Conversion, 10 tiveram aumento de mais de 30% em um ano, sendo Importados o de maior destaque, com crescimento expressivo de 91,72%, totalizando 1,28 bilhão de acessos em março. Ali Express foi o site mais acessado do setor, mas a Shopee, uma plataforma de comércio eletrônico de Singapura, disparou e registrou a maior taxa de crescimento dentre os maiores players (+1954%), seguida pela chinesa Shein, focada em moda e artigos de beleza, com crescimento de 530,17%. 

Também geraram grande procura os setores Pet (+88,04%), Casa & Móveis (+86,62%) e Farmácia & Saúde (+65,22%). 

O setor Moda e Acessórios foi o quinto mais procurado pelos consumidores, com um crescimento de 63,18% e 1,57 bilhão de acessos nos últimos nos últimos doze meses. Os sites mais acessados foram: Dafiti, em primeiro lugar, com crescimento de 62,38% no número de acessos; Renner em segundo, com aumento de 117,42% nos acessos; Riachuelo, em terceiro, com aumento de 136,71% nos acessos; Enjoei, em quarto, sendo a loja da categoria com maior aumento no número de acessos (146,45%), o que mostra a crescente força dos itens de segunda mão. A plataforma Zattini ficou em quinto lugar, com queda de -4,54% no número de visitas.

Em relação ao market share, o principal site do segmento continua sendo a Dafiti, com 17,8%, apesar de uma leve queda de -0,49%, seguido por Renner, com 14,1% (+33,24%), Riachuelo com 11,00% (+45,06%), Enjoei com 10,3% (+51,03%) e Zattini com 7,4% (-41,50%). Completam o Top 10 da categoria:  C&A, Marisa, Posthaus, Kanui e Hering.


Dafiti foi a loja deModa & Acessóriosmais acessada nos últimos doze meses - Dafiti


Quanto ao setor Cosméticos, este cresceu 15,00% e atingiu 826,40 milhões de acessos nos últimos 12 meses. O site da Avon, cuja aquisição pela Natura & Co foi concluída no ano passado, superou Natura e O Boticário e se tornou o player com mais acessos da categoria (+17,44%). O Boticário ficou em segundo lugar, com um aumento de 16,08%, e Natura em terceiro, com uma queda de -5,96%. Beleza na Web, Época Cosméticos, Eudora - do Grupo Boticário -, Sephora, Hinode, Forever Liss e Jequiti completam o time dos sites de cosméticos mais acessados. 

Em relação ao market share da categoria, Avon ficou com 18,8% em março, seguida por O Boticário com 17,9%, Natura com 16,7% e Beleza na Web com 10,4%. O quarto site, Época Cosméticos, foi o que registrou maior crescimento em um ano, +109,07%, aumentando seu market share em 82%, saindo de 5,5% para 10,1%. Eudora ficou em quinto, com 6,7%, e Sephora, Hinode, Forever Liss, Jequiti e Salon Line completam o Top 10. 

Por sua vez, o setor Esportes cresceu 22,98% e atingiu 766,19 milhões de acessos nos últimos 12 meses. Os principais sites foram: Netshoes, que registrou aumento de 18,55% nos acessos, e ficou com 47,3% do market share; Centauro, com aumento de 4,04% nos acessos e 19,3% de market share, Nike, com +51,35% nos acessos, e 13,0% de market share; e Adidas (+65,05%) e 9,8% de market share. Se juntam aos Top 10 Decathlon, Futfanatics, Vans, Puma e Reebok. 


Arezzo foi a principal loja do setor Calçados - Arezzo


Quanto ao setor Calçados, este cresceu 17,06% e atingiu 115,78 milhões de acessos em relação ao ano anterior. Arezzo foi a principal loja online, com um aumento de 68,09% no número de acessos e aumentando seu market share em 26,6%, para 43,60%. Artwalk foi a segunda loja mais acessada (22,90%), ganhando 4,98% de market share, para 11,2%; Havaianas foi a terceira  (-8,33%), com queda de -21,69% no market share, para 11,0%; Anacapri foi a quarta, com maior crescimento entre os principais sites (109,57%), e aumento de 79,03% no market share, para 10,2%. Doctorshoes também registrou um crescimento expressivo no número de acessos (78,55%) e no market share (+52,53%), totalizando 7,8%. Melissa, Schutz, Passarela e Stz e Authentic Feet completaram a lista das dez lojas mais acessadas da categoria. 

Por fim, o segmento Joias e Relógios cresceu 39,60% e atingiu 71,81 milhões de acessos nos últimos 12 meses, e as principais lojas foram: Vivara, que registrou aumento de 82,60% nos acessos e +30,80% no market share, que passou para 49,2%; Virtual Joias, com +33,16% nos acessos e -4,61% no market share, para 9,6%; EClock, com +45,62% nos acessos e +4,32% no market share, para 8,0%; Pandora, com queda de -30,15% nos acessos e -49,96% no market share, para 7,5%; e Prata Fina, comm + 29,37% nos acessos, e -7,33% no market share, para 6,9%. Izasóler, Francisca Joias, Casa das Alianças, Joias Vip e Joias Gold completam o pódio das dez lojas online mais acessadas.

A Conversion também destacou o avanço do Mobile nas compras online no Brasil. Em março, o dispositivo foi responsável por 66,5% das visitas totais, enquanto o Desktop foi responsável por 33,5%. Neste, após o tráfego direto (43,4%), a busca orgânica é o canal de tráfego mais importante do e-commerce brasileiro, com 28,1% da audiência, e pela busca paga, com 19,2%. 



Fonte: Conversion - Relatório E-commerce no Brasil (Abril/2021) 
 

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