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13 de mar. de 2017
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Onde o varejo vai investir em 2017?

Publicado em
13 de mar. de 2017

Ainda que existam questionamentos sobre os movimentos da economia a partir de agora, há um consenso entre os empresários de que o pior já passou. Em 2016, o setor amargou uma queda de 6,2% nas vendas totais – o pior resultado desde 2001.

Karina Meyer, da The Body Shop: investimentos para este ano serão em marca e marketing. - Foto: Portal Novarejo


O resultado não foi surpresa. Diante de um cenário tão incerto e com indicadores que só apontavam para baixo mês a mês, era de se esperar que os empresários ficassem receosos. Resultado: fecharam a mão, a carteira, o cofre.

“O País travou os investimentos”, afirma Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP. “A partir de 2014, o setor começa a sentir sinais de esgotamento e deu passos atrás”, diz. Em “passos atrás” entende-se demissões e lojas fechadas: foram 108 mil pontos de venda que baixaram as portas no ano passado.

Durante dois anos, planos de expansão foram prejudicados e deixados de molho. E quem não fechou loja teve de rever o negócio para ganhar em outras pontas. Segundo Willian Valiante, diretor da unidade de Mercado, Varejo e Produtos de Consumo da Capgemini Brasil, foram dois os caminhos adotados pelo varejo neste caso: os que tinham caixa investiram em inovação, para se diferenciar e chamar a atenção do consumidor receoso; quem procurou ganhar nos detalhes investiu na terceirização de alguns processos.

“Entre 2015 e 2016, muitos repensaram seus processos e buscaram serviços de tecnologia, por exemplo, para aumentar a eficiência e reduzir custos”, explica.

Agora, as perspectivas são de melhora no cenário econômico e, portanto, das vendas no varejo. Ainda que não haja projeções de crescimento, o retorno da confiança de consumidores e empresários deve fazer o setor voltar a reagir e, ao menos, não operar mais no sufoco. O que se vê são perspectivas de, finalmente, o setor destravar investimentos que estavam parados.

“As redes que investiram mesmo em um ano ruim apostaram em uma perspectiva de retomada”, afirma Juliana Serapio, assessora econômica da CNC (Confederação Nacional do Comércio). “Agora, há um cenário melhor, diante da queda das taxas de juros e da inflação”, explica.

Com um cenário melhor, o varejo tende a abrir a carteira. E para onde vão os recursos? Confira aqui matéria completa.

Fonte: Portal NOVAREJO

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