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20 de mai. de 2014
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OIT lança plano contra trabalho escravo no setor têxtil brasileiro

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Ansa
Publicado em
20 de mai. de 2014

ANSA – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lança, nesta terça-feira (20), um programa para tentar erradicar o trabalho escravo no setor têxtil brasileiro, que envolve em muitos casos bolivianos, paraguaios e peruanos. O plano custará cerca de US$ 3,5 milhões e será em parte financiado pelo governo dos Estados Unidos.

Trabalhadores estrangeiros não legalizados no Brasil em uma confecção da cidade de São Paulo. Foto: DR


Segundo a chefe do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT, Beate Andrees, o foco da entidade passará das zonas rurais para as grandes cidades. "Por muitos anos tivemos nossas atividades focadas na Amazônia e em outras áreas rurais com o objetivo de liberar trabalhadores que atuavam no setor da cana-de-açúcar e de madeira", disse Beate. "Agora, vemos que o problema também é importante nos centros urbanos, principalmente no setor têxtil", disse ao jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo ela, parte do dinheiro para combater o fenômeno será injetada pelo Ministério do Trabalho do Brasil. Mas tanto a OIT quanto o governo americano vão injetar recursos. "Nosso objetivo é erradicar o problema nas grandes cidades, em especial nas confecções".

Redes como a Gregory, Zara, Cori, Emme e Luigi Bertolli estão entre as suspeitas de usar trabalho forçado. As estimativas apontam que 300 mil bolivianos vivam em São Paulo, além de 70 mil paraguaios e 45 mil peruanos. Até 2013, 128 bolivianos e um peruano foram resgatados em fábricas clandestinas na cidade.

Redes varejistas foram responsabilizadas por manter trabalho em condição análoga à escravidão: Lojas Marisa, Pernambucanas, Gregory, Zara e Gap. Até 2013, um total de 300 autos de infração foram emitidos, resultando no pagamento de R$ 6,5 milhões em multas.

Os fiscais do Ministério do Trabalho vão reforçar as autuações, enquanto um pacto será feito com a indústria têxtil brasileira para garantir um controle no fornecimento de peças. "A ideia é que o setor seja sustentável", disse Beate.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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