Oferta aumenta e preço do algodão cai no mercado brasileiro

Depois de atingir o nível mais alto de 2018 no final de junho, o preço do algodão caiu no mercado interno brasileiro durante a primeira quinzena de julho. A queda está relacionada aos avanços na colheita, o que elevou a disponibilidade de algodão no mercado spot brasileiro, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) em seu último relatório quinzenal.



De acordo com o relatório, entre 29 de junho e 13 de julho, o índice de algodão CEPEA / ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 4,38%, fechando em 3,4455 reais por libra no dia 13 de julho. No início de julho, a maior parte dos negócios de algodão teve seu embarque imediato e envolveu pequenos volumes, de acordo com dados coletados pelo CEPEA.
 
Enquanto isso, a indústria manufatureira espera uma queda ainda maior no preço do algodão, já que as projeções indicam uma boa produção. Sendo assim, eles compraram a fibra apenas para reabastecer os estoques. Da mesma forma, os negociantes de algodão também fecharam novos negócios apenas para cumprir contratos.
 
Em 2017-18, a produção brasileira de algodão deve atingir 1,96 milhão de toneladas, um aumento de 28,5% em relação à safra anterior, segundo dados da Corporação Nacional de Abastecimento (Conab). O rendimento médio pode totalizar 1.671 quilos por hectare (um aumento de 2,6%), enquanto a área sob cultivo de algodão deve subir 25,2%, para 1,176 milhão de hectares.
 
No Mato Grosso, o estado que é o maior produtor de algodão do Brasil, a produção deve chegar a 1,275 milhão de toneladas, aumentando 26,1% em relação à safra 2016/17, e o rendimento pode totalizar 1.640 quilos por hectare.

Traduzido por Novello Dariella

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