O mundo da moda se envolve nas eleições americanas 2016

A 08 de novembro, os cidadãos americanos votam para eleger um novo presidente. Depois do voto, Hillary Clinton ou Donald Trump vai ocupar a Casa Branca, a partir de janeiro de 2017, como o 45º Presidente dos Estados Unidos da América.
 
Hillary Clinton é a primeira mulher a ter sido escolhida pelo Partido Democrata, e nesta terça-feira pode também ser uma data histórica, se ela se tornar também a primeira mulher a ocupar o posto supremo nos Estados Unidos. Muitos criadores de moda, marcas e varejistas tomaram partido desta eleição, por meio de apoios oficiais ou de lançamentos de produtos, ou ainda se distanciando de um dos candidatos.

Hillary Clinton - AFP

A Macy's foi uma das primeiras redes a tomar partido. Em 2015, a varejista foi exortada a cortar os vínculos com Donald Trump, o candidato republicano, depois das declarações do então pré-candidato a respeito do México e dos Mexicanos. Na realidade, Donald Trump havia concluído em 2004 uma parceria de licença com a PVH, envolvendo a comercialização da coleção masculina do homem de negócios americano, e outra com a Macy's. A PVH rompeu seu contrato alguns dias depois da cadeia de lojas de departamentos.
 
Fora dos Estados Unidos, a Lifestyle, uma rede de lojas de departamentos do Oriente Médio, retirou, por sua vez, os artigos Trump Home das suas lojas nos Emirados Árabes Unidos, no Kuwait, na Arábia Saudita e no Catar. Os comentários islamofóbicos de Donald Trump estiveram na origem desta decisão. Sachin Mundhwa, CEO da Lanmark, declarou assim: "Em razão das recentes declarações do candidato americano nas mídias americanas, nós suspendemos a venda de todos os nossos produtos da linha Trump Home".
 
A Nike também poderia em breve se afastar do candidato republicano. O grupo de streetwear mantém sua flagship Niketown de Nova York dentro da torre Trump. O baile se verá terminado em 2017, depois das eleições.
 
No entanto, Donald Trump encontrou um parceiro improvável na marca American Apparel, mesmo que esta parceria siga não oficial. Os artigos da campanha do candidato republicano compreendem camisetas, produzidas pela empresa de Los Angeles. Um porta-voz da empresa em dificuldade declarou: "Porque nós acreditamos no livre comércio, vendemos as nossas camisetas fabricadas nos Estados Unidos a milhares de empresas de serigrafia em todo o país, e estas vendem aos clientes de sua escolha. Como não podemos controlar as práticas comerciais dos nossos atacadistas, queremos deixar claro que os nossos valores-chave não se alinham sempre com as mensagens estampadas no produto final".
 
Por outro lado, a American Apparel parodiou o slogan oficial de Donald Trump, "Make America Great Again", com uma camiseta que estampava "Make America Gay Again".
 
Hillary Clinton, por sua vez, recebeu respostas claramente mais favoráveis para esta eleição. Em setembro de 2015, Victoria Beckham declarou à imprensa que desejaria vestir a candidata: "Eu nunca a conheci", assim declarou. "Adoraria vesti-la. Eu apoio as mulheres e gosto das mulheres fortes e, por isso, realmente gostaria de vesti-la".
 
Criadores como Marc Jacobs, Tory Burch, Dao-Yi Chow e Maxwell Osborne da Public School, por sua vez, fizeram parte do apoio a Hillary Clinton e aos direitos das mulheres com sua colaboração Made for History. A coleção compreende camisetas retrô com frases como "Os direitos da Mulher são os diretos do Homem".
 
Marc Jacobs explicou: "Meu apoio a Hillary se enraíza na minha profunda crença na igualdade. Estou orgulhoso por poder dividir esta camiseta para defender a igualdade dos direitos, para o progresso que fizemos e para a esperança de continuar a fazer progressos com Hillary como presidente".
 
A apenas alguns dias das eleições, a Supreme tomou parte no apoio a Hillary Clinton nas mídias sociais e chamou os cidadãos para votar. Um mês antes, a Vogue apoiou Hillary Clinton em um artigo. A W Magazine, por seu turno, compartilhou um vídeo apresentando muitas personalidades do munda da moda, dentre as quais Diane von Furstenberg, Zac Posen e Donna Karan, explicando por que as pessoas deveriam ir votar.
 
A Patagonia, por sua vez, anunciou o fechamento de todas as suas lojas para permitir que os seus empregados e clientes possam votar tranquilos.

Traduzido por Anderson Alexandre Da Silva

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