O consumo enguiçado na Europa em 2012

Depois de um 2011 caótico, a Eurelia revela o balanço de um ano monótono para 90 de suas marcas associadas em oito países da Europa. Portugal e Espanha terminaram o ano em uma profunda crise de consumo, apesar de alguns sinais de esperança.

Após ter relativamente conseguido resistir em 2011, a Espanha foi, em 2012, duramente atingida pelas contrações de salário, pelo aumento da poupança e, principalmente, pela alta do IVA (Imposto sobre o Valor Agregado). Até mesmo o norte do país, até ali uma região relativamente poupada, de agora em diante está sendo atingida. O que acarreta, no ano, um forte recuo no afluxo de consumidores nos centros comerciais. Até porque as marcas teriam constatado um impacto das novas aberturas nos números das unidades instaladas, colocando em evidência, mais uma vez, a questão da gestão do parque nacional. As marcas querem manter neste ano o ritmo de aberturas adotado no ano passado, à margem das restruturações de aluguéis. Mas nada melhor parecer ser esperado para 2013.

Também duramente atingido, Portugal, por suas vez, pode se beneficiar de um segundo semestre portador de boas novas para as marcas. Tendência que viria confirmar os resultados de janeiro de 2013, em particular com uma estabilização da queda do afluxo de consumidores nos centros comerciais. Contudo, as marcas terminaram o ano com um recuo de 6,5% em sua atividade em comparação a 2011. Ou seja, a pior pontuação da classificação da Eurelia.

A Polônia e a Itália são os países que se saíram melhor, exibindo resultados estáveis para 2012. Um balanço que poderia ter sido positivo para a Polônia se o país não tivesse sido vítima de uma forte contração dos gastos no último trimestre. Para as marcas, lá há o preságio de um 2013 nebuloso para o consumo, enquanto o desemprego aumenta entre uma população endividada.

Na Itália, o balanço estável não impede alguns especialistas de ver nela "o pior ano desde a guerra". E, apesar de um bom fim de ano, a bota começou o ano de 2013 com receio de um "cenário espanhol", o qual diminui o consumo das famílias.

A França e a Bélgica exibem, todas as duas, um recuo de cerca de 1%. Depois de seu encorajador primeiro trimestre, os franceses observaram um recuo nas vendas nos meses seguintes. Assim, o comércio especializado ainda não retomou seus níveis de atividade anteriores à crise em 2009. A Bélgica, a despeito dos bons meses de novembro e dezembro, por sua vez, não será capaz de compensar a marca a ser atingida. Porém a estabilidade constatada nesse mercado "em marcha lenta" poderia pressagiar um aperto mais acentuado em 2013.

Com um recuo de 2%, a Alemanha não conseguiu manter seus bons resultados do primeiro semestre na segunda parte do ano mais difícil, particularmente no que diz respeito aos últimos meses. Resultados que se apresentam em meio a um recuo generalizado dos níveis de consumo. Ao contrário, a Suíça conheceu um segundo semestre melhor do que o primeiro, talvez sustentado pela instauração de taxas de câmbio bloqueadas para limitar a evasão comercial em direção à França. Mas esta leve melhora após 2011 não permitiu que o país retomasse os níveis de 2010.

A Federação Europeia de Marcas, Eurelia, reúne entre outras as marcas Fosco, Oro Vivo, Intersport, Sephora, Fnac, Général d'Optique, Kiwoko, Cinesa, Claire’s, Etam lingerie, Ale-Hop e ainda a Jysk.

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