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Terra
Publicado em
16 de fev. de 2011
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NY decreta feminilidade à flor da pele para o inverno

Por
Terra
Publicado em
16 de fev. de 2011

Está decretado: o inverno 2011/2012 americano é chique e hiperfeminino, mesmo que para isso alguns estilistas se apropriem de elementos do guarda-roupa masculino, transformando-os em peças perfeitamente adaptadas ao corpo da mulher. O quinto dia dos desfiles em Nova York, com gente de peso como Marc Jacobs, Carolina Herrera, Donna Karan, Carlos Miele e até a estreia de Olivier Theyskens (ex Nina Ricci) para a Theory, mostrou que a mulher urbana dessa segunda década do século 21 não abre exceções: quer ser elegante e clássica, mas com um quê de sensualidade.


Desfile de Marc Jacobs na Semana de Moda de NY. Foto: Pixel Formula.


Marc Jacobs disse nos bastidores de seu desfile que pensou sobre as coisas que já havia feito, buscando alguns clássicos. O resultado foi uma coleção de linhas secas, sem a fluidez da coleção de verão, quando trouxe os anos 70 para as passarelas, com referencias à era disco e a Yves Saint Laurent. Para o próximo inverno, saias lápis pelo joelho, vestidos acinturados e muito poás como estampas, de vários tamanhos e em várias peças. Um brilho envernizado surgiu em algumas peças e bolsas. E o toque de humor ficou para as miniboinas com bolinhas.

A arquitetura das roupas urbanas, chiques e elegantes, mais uma vez norteou as peças de Donna Karan, com uma paleta de cores pálida, do cinza ao bege esmaecido. Vestidos longos meio molengas e fluidos se juntavam a calças também confortáveis e a saias e vestidos ajustados ao corpo na altura do joelho.

Carolina Herrera transitou do dia para noite sem errar a mão no binômio elegância urbana X roupa de festa. Das peles e dos casacos e vestidos acinturados para o dia a dia aos longos fluidos e brilhantes para ocasiões formais, a estilista seguiu o mesmo caminho de seus companheiros, exaltando a estética feminina. Para isso, usou transparências e bordados em longos sofisticados e estruturas mais rígidas e cintura marcada nos modelos mais curtos. E de novo, como em quase todos os desfiles, os cintinhos fininhos.

A cintura também foi o ponto-chave para a maioria das peças apresentados pelo brasileiro Carlos Miele, com um cinto levemente mais larguinho, para garantir essa mistura de brasilidade e sensualidade de suas criações. Com cinto mais larguinho, seus vestidos, saias e macacões ganhavam fluidez, com leves drapeados. Em cores como coral, branco e alguns tons de verde, com estampas de imagens de satélite, Miele também trouxe peles e capuzes. Além das cinturas marcadas, mais um elemento comum dos desfiles de Nova York apareceu em seu desfile: os ombros em evidência de forma levemente arredondada.

A volta de Olivier Theyskens às passarelas em parceria com a marca Theory trouxe uma leitura urbana em cores sóbrias, como cinza e preto, de calças ora mais retas ora amplas, saias longas, pelo joelho e casacos, alguns inspirados em quimonos, usados com jeans e blusinhas transparentes. Um retorno urbano e feminino, sem deixar de lado seu usual olhar gótico que marcou sua carreira desde seu tempo de Rochas e Nina Ricci, agora com uma visão comercial e bem casual.


Rosângela Espinossi

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