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5 de nov de 2014
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Nova York recebe mostra sobre Helena Rubinstein

Por
Ansa
Publicado em
5 de nov de 2014

Nova York (ANSA) – Helena Rubinstein, uma polonesa de origem humilde que construiu um império de cosméticos e que se tornou um ícone do empreendedorismo feminino do século XX, é tema de uma exposição em cartaz no Museu Hebraico de Nova York até a 22 de março de 2015.

Chamada "Helena Rubinstein: Beleza é Poder", a mostra explora pela primeira vez as ideias, as inovações e a influência da empresária, falecida em 1965 aos 92 anos de idade.

Helena Rubinstein desafiou o tabu de que maquiagem era coisa de atrizes e prostitutas. Foto: ANSA


Fundadora da marca de cosmética que leva o seu nome aos quatro cantos do mundo, ela é uma das primeiras mulheres de negócios da história, além de ter sido uma grande colecionadora de arte moderna europeia, americana e, principalmente, africana.

Com mais de 200 itens, a exposição não aborda apenas como a "madame" ultrapassou os limites entre comércio, arte, moda, beleza e design, mas apresenta também uma série de obras da sua coleção privada, incluindo trabalhos de Picasso, Frida Kahlo, Joan Miró e Henri Matisse.

Foto: ANSA


A mostra ainda reúne 30 objetos africanos e oceânicos e alguns retratos que Picasso fez de Rubinstein, os quais mostram vários lados da sua personalidade. "Não se pode dar um valor a essa coleção porque ela é tão vasta que chega a ser incalculável, mas acho que o seu recado é de que as mulheres têm de procurar sua própria identidade e personalidade", disse o curador do evento, Mason Klein, em entrevista à ANSA.

O título da exposição remonta a um dos primeiros slogans da companhia de cosméticos de Rubinstein, "Beleza é Poder", que apareceu pela primeira vez nas mídias da época em 1904, mais precisamente em um jornal australiano. Naquele tempo, a frase foi considerada audaciosa, já que o uso de maquiagem e de cosméticos era associado a prostitutas e atrizes de cabarés.

Helena Rubinstein repensou esse conceito e começou a produzir e comercializar produtos para que as mulheres pudessem se transformar. Ela colocou em debate o mito da beleza e do bom gosto como inatos e exclusivos da classe mais rica e ainda encorajou as mulheres a descobrirem a sua personalidade.

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