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Publicado em
29 de set. de 2010
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Noivas de Dolce & Gabbana e árabes de Armani dão o tom a Milão

Por
Terra
Publicado em
29 de set. de 2010

Se o grande desfile do fim de semana foi o da dupla Dolce & Gabbana, com suas modelos em branco, tom que dominou os looks, Giorgio Armani fechou a semana de moda de Milão com desfile escuro, em azul-profundo e preto, numa alusão a vestimentas árabes, inclusive com véus e turbantes na cabeça. No quesito diversão e alegria, que também marcou presença na semana italiana, a grife Missoni surpreendeu no domingo com uma coleção de cores fortes e estampas feitas a partir do famoso ziguezague maximizado.


Ao completar 25 anos de existência, Dolce & Gabbana levou às passarelas várias versões de roupas brancas, com bordado-inglês e rendas usadas em toalhas e cortinas. Era uma homenagem ao casamento e o que se espera da noiva a partir do "grande dia". Aliás, o universo casa-e-família já vem sendo abordado nas campanhas da dupla, com Madonna sendo fotografada como dona de casa. São várias peças, de vestidos longos a curtos, justos a mais largos para todo tipo de "esposa". Não faltaram transparências. Aqui e ali, algumas peças pretas ou com estampa de animal e de flores apareciam na passarela. Brasileiras como Alessandra Ambrosio, Carol Trentini e Laís Ribeiro desfilaram para a dupla.

Giorgio Armani, Dolce&Gabbana
Os brancos da dupla Dolcce & Gabanna. Foto: Pixel Formula


Quem também comemorou aniversário 40 anos de vida foi a grife Roberto Cavalli, com desfile que lembrava sua trajetória. Não faltaram, claro, os vestidos largos, fluidos e com estampa de animal, marca registrada do estilista.

Giorgio Armani mostrou em seu verão 2011 uma coleção fechada, sisuda, sempre com seus cortes perfeitos em paletós, calças, vestidos e saias, em tom de preto e azul-noite. A inspiração veio dos povos nômades do deserto do Saara (Tuareg) e a coleção se chama La Femme Bleue. Na cabeça das moças, turbantes e véus e, pelo corpo, sobreposição de tecidos transparentes e vestidos com brilhos bordados. Até a companhia de um modelo homem descalço, com túnica com turbante, calça saruel e sobreposições marcaram as criações.

Giorgio Armani, Dolce&Gabbana
A coleção escura de Giorgio Armani


Era o oposto das cores vibrantes e do brilho do verão passado, com suas garotas de vestidos curtos e sapatos baixos, o que mereceu duras críticas de jornalistas como Suzy Menkes, que considerou as peças vulgares. Apesar da cartela de cores restrita, o desfile foi impecável e belíssimo. Para sua segunda marca, Empório Armani, o estilista trabalhou com bermudas ciclistas ou saias superjustas de tule, que recebiam vestidos curtos e com volumes por cima.

Angela Missoni levou a inspiração anos 70 e new hippie ao extremo, com caftãs e ponchos em jogos de grafismos multicoloridos, com pegada étnica e divertidíssima, ainda mais quando sobrepostos. Os ziguezagues da marca por vezes apareciam quase se desfazendo, como num sonho psicodélico. Chapéus, lenços amarrados no pescoço, cabelão solto e frases como "Give me your honey, baby" e "Raw like sushi" ("Me dá seu mel, baby" e "Cru como sushi") completam o verão alegre da Missoni.

Giorgio Armani, Dolce&Gabbana
Missoni colorida e divertida



A Versus, segunda marca da Versace, agora desenhada pelo inglês Christopher Kane sob supervisão de Donatella, se inspirou numa campanha da própria grife nos anos 90 para criar as peças, estampadas de xadrez, flores, listras e com cores misturadas. Os vestidos e demais peças, algumas com patchwork de estampas, lembravam o universo colegial e adolescente, bem a cara da marca.

Rosângela Espinossi

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