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29 de abr. de 2013
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No túnel do tempo, por Gloria Kallil

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Publicado em
29 de abr. de 2013

Embarque nessa viagem, proposta por Gloria Kalil, pelas 40 décadas de moda testemunhadas pela revista Lançamentos. Confira os momentos mais marcantes dos anos 70, 80, 90 e 2000 nas passarelas e no comportamento de quem viveu essas décadas.

ANOS 1970: a década da curtição – A moda era ser liberado. Chic era ser experimental.


No início da década, Yves Saint Laurent fez os primeiros modelos inspirados no Oriente. África e Ásia entram na moda e trazem à tona as ideias de étnico e folk. A volta à natureza vira assunto de roupa e de estilo de vida com os hippies, jovens frequentadores de festivais de rock ao ar livre. As marcas de prêt-à-porter passam a ser mais cobiçadas que as da alta-costura. Como símbolo de liberdade, o mundo inteiro usa jeans – de manhã, de tarde e à noite. Surge o conceito de “unissex”, junto com o movimento de liberação homossexual. É também tempo de discotecas, “Dancin' Days”, gloss e brilho. Os homens usam calças justas e boca-de-sino, tipo John Travolta em “Saturday Night Fever”. As garotas usam shorts de alfaiataria (hot-pants) com botas, maximantôs e cabelos afro. Mas os punks fecham a década com roupas negras cheias de alfinetes, coturnos, cabelos raspados e espetados, em contraponto ao flower power.

ANOS 1980: a década do poder – A moda era ser poderoso: o que já não era tão chic...


Os yuppies, jovens milionários da bolsa de valores, dominam o mundo ganhando fortunas e gastando em carros, champanhe, roupas de marca (gravatas Hermès, canetas Montblanc, computadors IBM). Armani inventa o terno desabado para os homens e coloca o blazer, com ombreiras, no guarda-roupa das mulheres – que agora faziam parte do ambiente corporativo – usados com escarpins. Eles usam cabelos com gel, elas medonhos penteados crespos, maquiagem exagerada e sombras azuis nos olhos. Começa a obsessão pelo fitness, todo mundo pratica jogging e as danças agitadas de Patrick Swayze em “Dirty Dancing” também entram em evidência. Os japoneses Rei Kawakubo e Yohji Yamamoto fazem uma entrada espetacular na moda, desestruturando suas linhas, com sobreposições e o conceito do pauperismo. Grifes poderosas da época: Mugler, Montana, Alaïa, Halston, Calvin Klein.

ANOS 1990: a década da individualidade – A moda era ser único: o que poderia ser chic.


A década se abre com as bandas de Seattle lançando o look grunge, com Kurt Cobain à frente vestindo camisa xadrez de flanela, calça jeans rasgada e tênis surrados. O básico entra na moda e minimalismo é o grito de guerra contra os exageros dos anos 1980. A globalização se reflete na moda fragmentada das tribos das ruas (streetwear): dos esportistas, dos grupos de música de periferia, dos nerds do Vale do Silício, dos clubbers e da moda-brechó. A boa forma pede malhação dentro e fora das academias. A individualidade se reforça com os personal trainers, personal stylists, personal computers, telefone celular, TV a cabo e Internet. O mundo é fashion, a indústria do luxo e o fenômeno das grifes conhecem o seu auge. É a era das supermodels de salários milionários: Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford. As italianas passam a reinar entre os chamados emergentes (para citar um termo da época) e criam novos objetos de desejo, principalmente acessórios: Versace, Gucci, Prada

ANOS 2000: a década das celebridades – A moda é ser celebridade: o que pode dar em vulgaridade. Nada chic.


Depois de uma era minimalista e de roupas unissex, as mulheres voltam a investir em produções elegantes que realçam a feminilidade. Sapatos e seus designers ganham uma atenção extra, como Manolo Blahnik e Christian Louboutin, constantemente citados no seriado “Sex and the City”. A moda introduz o conceito de customização, de roupa exclusiva feita com as próprias mãos. A beleza passa a ser construída com silicone, Botox, preenchimentos, lipos, cirurgias reparadoras (e não apenas com roupas de malhação). É a popularização da ideia de interferir no corpo por meio de cirurgias e implantes.

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