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AFP
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
24 de jun. de 2022
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Nike deixa definitivamente mercado russo e não reabrirá mais as suas lojas

Por
AFP
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
24 de jun. de 2022

A Nike anunciou, na quinta-feira (23), que vai deixar de vez o mercado russo e não tem planos de reabrir as suas lojas, que foram fechadas temporariamente na sequência de sanções contra Moscou pela invasão na Ucrânia.


Loja da Nike em Moscou, em maio de 2019 - Foto: Shutterstock - AFP


"A Nike Inc. decidiu deixar o mercado russo. Como resultado, a Nike.com e o aplicativo Nike deixarão de estar disponíveis nesta região. As lojas Nike fecharam recentemente e não reabrirão", disse o grupo em uma mensagem no seu website russo.
 
Depois do McDonald's e da Ikea, esta é a enésima marca icônica ocidental a deixar o mercado russo. O grupo não deu mais detalhes sobre os motivos da decisão, e disse apenas que "nos últimos tempos, a Nike não pode garantir a entrega de mercadorias a compradores russos".

A Nike disse que os pedidos foram cancelados e os clientes serão reembolsados.
 
No início de março, poucos dias após a entrada das tropas russas na Ucrânia, a Nike anunciou o encerramento temporário de todas as suas sucursais geridas diretamente na Rússia, ou seja, 116 lojas.
 
Em 25 de maio, o grupo anunciou a suspensão das vendas em lojas parceiras na Rússia e a interrupção de todas as suas colaborações com varejistas no país, indicando ao mesmo tempo que continuaria a pagar aos seus empregados.
 
As autoridades russas responderam agressivamente a estes anúncios em cascata, avisando os grupos estrangeiros para deixarem o país à pressa sem respeitarem as leis laborais, com ameaças veladas de nacionalizar os seus bens.
 
Os restaurantes McDonald's foram comprados por um investidor russo. Em junho, o investidor começou a relançar uma cadeia de fast-food, sob novas cores e um novo nome.
 
Em Moscou, surgiram muito cartazes anti suecos, afirmando "Nós (os russos) somos contra o nazismo, eles (os suecos) são a favor dele". Os cartazes exibiram, entre outros, o fundador da cadeia de mobiliário Ikea, Ingvar Kamprad, por comentários apresentados como pró-Nazi.
 
Nas redes sociais e nos meios de comunicação social, os russos também apelaram a um boicote aos produtos das principais marcas ocidentais que suspenderam as suas atividades no país, tais como a Apple ou a Chanel.
 

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