Nike avalia venda da marca de roupa de surf Hurley

A Nike, a maior fabricante de roupa esportiva do mundo, está a estudar opções para a marca de roupa de surf Hurley International, incluindo uma possível venda, de acordo com fontes próximas do assunto.


Fotografia: Hurley

O potencial corte da Nike no mercado de surfwear reflete a postura adotada pelas principais empresas em relação ao setor. As marcas de surf perderam o seu poder de atração entre os consumidores que não praticam este esporte, que agora preferem marcas de boutique e o streetwear retro.
 
Entre as opções que a Nike está avaliando para a Hurley seria a venda direta da marca nascida em Costa Mesa, Califórnia, de acordo com fontes próximas que pediram para manter o anonimato por razões de confidencialidade.
 
Não está claro o quanto a Nike poderia obter com a venda da Hurley. A Nike não quis fazer nenhuma declaração.
 
A Nike comprou a Hurley ao seu fundador, Bob Hurley, em 2002 por uma quantia não revelada num esforço para expandir a sua variedade de roupa desportiva e incluir roupas para surfar, andar de skate e praticar snowboard.
 
Bob Hurley fundou a empresa em 1979 e ficou conhecido na década de 1970 por fabricar a prancha de surf do campeão mundial Wayne "Rabbit" Bartholomew.

Nos últimos anos, o crescente apetite por roupa associada ao estilo de vida e à cultura de praia tem diminuído, de tal forma que a antiga líder mundial Quiksilver declarou falência em 2015, antes de ser absorvida pela empresa de capital privado Oaktree Capital Management.
 
A moda geral abandonou o surf em prol do athleisure, enquanto a moda emergente se direciona para marcas de moda urbana como a Supreme, que é apoiada pela Carlyle, e pelos estilos do passado, renovando marcas desportivas como a Fila e a Champion.
 
No ano passado, a Boardriders Inc., a empresa por detrás da Quiksilver, Roxy e DC Shoes, propriedade da Oaktree, adquiriu a rival australiana Billabong, proprietária da marca homónima, além de outras marcas de lifestyle como Element e VonZipper.

Traduzido por Estela Ataíde

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