Negociações do Brasil com os EUA ainda não estão definidas

H&M, Zara
BRASILIA (Reuters) - Autoridades brasileiras advertiram, no dia 9 de abril, que as negociações com os Estados Unidos para resolver a longa disputa sobre os subsídios americanos de algodão estão no estágio inicial e o acordo ainda não está fechado.

O Brasil prorrogou importantes questões sobre as matérias-primas na segunda-feira, dia 5 de abril, após ter recebido de Washington uma proposta que visa a resolução amigável deste conflito.

Mas um oficial do governo, que falou sob a condição de anonimato, alertou na sexta-feira 9 de abril que ambos os lados precisam detalhar um acordo preliminar no dia 21 de abril para tentar evitar retaliação e iniciar um processo de dois meses de negociação. "Nós ainda estamos tentando estabelecer confiança mútua," disse o oficial.

O oficial acrescentou que o Brasil tem o direito de aplicar as medidas de retaliação se os Estados Unidos não cumprirem com o acordo já estabelecido. A Organização Mundial de Comércio autorizou o Brasil a retaliar os EUA em 829 milhões de dólares.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, congratulou os esforços que os Estados Unidos têm feito para um acordo, mas no dia 8 de abril, ele afirmou ao Representante Comercial dos EUA, Ron Kirk, que "ainda há uma difícil negociação pela frente e que os prazos devem ser respeitados".

Diplomatas, especialistas de comércio e empresários estão acompanhando o caso de perto, já que é um dos poucos em que a OMC permitiu que a parte prejudicada pudesse pedir uma retaliação em setores que não está envolvido na disputa. O Brasil se tornaria o primeiro país a aplicar a retaliação cruzada sob as regras da OMC.

(Escrito po Raymond Colitt, editado por Philip Barbara)

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