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EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
4 de mar. de 2022
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3 Minutos
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Na Balmain, motociclistas angelicais e heroínas do futuro

Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
4 de mar. de 2022

A empresa parisiense Balmain ofereceu na quarta-feira, 2 de março, um parêntese de ficção e fantasia em seu desfile outono-inverno 2022/2023, onde combinou couro e renda com o estilo motociclista e entrou com um uniforme de heroína de ficção científica, enquanto Rosalía cantava.


Balmain - Outono-Inverno 2022/23 - DR


Uma frase do best-seller em língua francesa, "O Pequeno Príncipe", decorava a passarela: "É muito mais difícil julgar a si mesmo do que aos outros". E nas redes sociais da marca, uma modelo descreveu a vibe da coleção: “Como jovens, às vezes precisamos fugir da realidade”.

Misturando esses ingredientes, sobrou uma proposta de tendência digna de Olivier Rousteing, o jovem designer francês que construiu um império de celebridades e luxo a partir de uma marca que estava decadente.

A Balmain de Rousteing está à altura da passarela da Louis Vuitton ou da Dior, como também foi demonstrado pelo bando de jovens que lotaram os portões do desfile em Paris, cujos gritos, animando as estrelas e convidados que chegavam ao desfile, podiam ser ouvidos a centenas de metros de distância.

Entre os participantes, a modelo brasileira Adriana Lima, as atrizes Madelaine Petsch, Camille Razat e Ella Balinska, o ator Charles Melton, mas também cantores, atletas como a tenista Serena Williams ou designers como Jean-Paul Gaultier, que acompanharam o desfile na primeira fila.

Ao ritmo da música da cantora espanhola Rosalía, Rousteing introduziu na passarela as minissaias justas, que voltarão com força nas próximas temporadas, jaquetas masculinas, de corte amplo e rígido, e botas biker.

Além dessas peças, estrelas da coleção, destacaram-se os macacões biker, em preto e desenhando a silhueta com bordados brancos e verdes; calções e vestidos de ciclismo com arnês e coletes rígidos como espartilho.

O branco reinou na passarela, em roupas de couro, muita renda e tricô, e o preto foi o centro das atenções, em jaquetas de ombros largos, vestidos justos como uma segunda pele e jeans envelhecidos.

As armaduras também estão na moda de acordo com a Balmain, que a introduziu não apenas em vestidos, como espartilhos, mas também em suéteres e trajes de noite, para mulheres e homens. Uma proposta que também foi vista na Dior, mas como acessório para manter a temperatura corporal.

Rousteing pela Ucrânia

Rousteing, de 36 anos, e desde 2009 à frente da Balmain, também aderiu à causa ucraniana na quarta-feira, uma semana após a invasão militar russa, e anunciou em sua conta no Instagram que fez uma doação à Agência da ONU para Refugiados para ajudar os ucranianos que tiveram que deixar seu país.

Foi uma iniciativa pessoal, não ligada à marca, mas Rousteing declarou em sua publicação estar "consciente" de que coisas mais importantes do que moda estão acontecendo no mundo nos dias de hoje.

"É difícil se sentir bem tentando se concentrar em passarelas e roupas enquanto ouvimos com o coração pesado as últimas notícias", escreveu Rousteing.

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