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Mulberry mira na Ásia para impulsionar o crescimento em 2019

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 13 de nov de 2018
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access_time 3 Minutos
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A empresa britânica de bolsas, Mulberry, espera uma retomada das vendas no próximo ano graças, principalmente, às boas perspectivas na Ásia, de acordo com declarações de seu diretor geral ao FashionNetwork.com.


Thierry Andretta


Na semana passada, a Mulberry anunciou uma queda de 8% em suas vendas no semestre, devido à fraqueza do mercado britânico e à perda de suas concessões na rede de lojas de departamentos House of Fraser, que entrou com pedido de falência este ano.

"Na verdade, estamos em fase de crescimento...Devemos voltar a observar um aumento nas vendas no próximo ano", disse Thierry Andretta, diretor geral da Mulberry, durante uma entrevista às vésperas da conferência sobre o luxo organizada pelo New York Times em Hong Kong.

A partir do próximo ano, a Coréia do Sul se tornará o segundo maior mercado da Mulberry depois do Reino Unido, substituindo os Estados Unidos: a marca britânica abriu novas lojas e corners e agora conta com 19 pontos de venda no país asiático. Em setembro, a Mulberry substituiu seu tradicional desfile de moda londrino por uma apresentação no K Museum of Contemporary Art, em Seul, que coincidiu com a abertura de lojas de varejo e uma pop up, que distribuíram coleções-cápsula e uma seleção de peças de sua última coleção. De acordo com Thierry Andretta, a Mulberry quer continuar explorando o apetite dos consumidores pelo "see now, buy now”, que consiste em viabilizar a compra dos produtos imediatamente após o desfile, conceito que a marca londrina considera uma evolução natural do mercado.

Olhando para o futuro,  Thierry Andretta diz que o plano da Mulberry consiste em reduzir sua dependência do Reino Unido, um mercado atingido pela fraca demanda e pelas preocupações relacionadas ao Brexit. Esse mercado representa cerca de 68% de seu faturamento atualmente, mas Thierry Andretta pretende ver essa proporção cair para cerca de 50% dentro de três ou quatro anos.

"Estamos nos voltando para a Ásia porque é lá que está o crescimento", explica Thierry Andretta. Nos últimos tempos, a Mulberry também se desenvolveu em Hong Kong, China e Japão, e planeja abrir uma nova loja em Nova York. A marca terá 53 lojas na Ásia até o final do ano, ante a 29 no ano passado. A empresa também firmou parcerias com grandes varejistas online chineses, como Toplife, a plataforma de luxo da JD.com, bem como Secoo e VIP.com.

De acordo com Thierry Andretta, as vendas on-line representaram 17% das vendas totais (contra 9% quatro anos atrás), um aumento de 5% em relação ao período de seis meses encerrado em 30 de setembro.

A equipe de criação da Mulberry é supervisionada por Johnny Coca, ex-diretor artístico dos artigos de couro da Celine. Thierry Andretta, um experiente executivo de moda que liderou a Lanvin e a Celine, foi contratado em 2015 para relançar a Mulberry. Além da expansão na Ásia, sua estratégia é posicionar a Mulberry como uma marca líder no Reino Unido, que fabrica produtos com boa relação custo-benefício. Cerca de metade dos artigos da Mulberry são fabricados em Somerset, no sudoeste do Reino Unido, sendo o restante fabricado em outros países da Europa.

A Mulberry, conhecida por suas tradicionais bolsas de couro marrom com fivelas, foi fundada em 1971. O nome leva o nome da árvore perto da qual o fundador, Roger Saul, brincava todos os dias no pátio de sua escola. A marca é controlada pelos bilionários de Cingapura, Christina Ong e Ong Beng Seng.

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