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Moda sustentável: falta de informação é o primeiro obstáculo para os consumidores

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 16 de set de 2019
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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Durante o salão Première Vision Paris, no dia 18 de setembro, o corpo de pesquisa criado pelo Institut Français de la Mode (IFM) e Première Vision irá publicar os resultados de uma pesquisa exclusiva realizada na França, Itália, Alemanha e Estados Unidos. A pesquisa, à qual o FashionNetwork.com teve acesso prioritário, analisou a relação entre consumidores e moda sustentável, e observou que preço e estilo não são mais os principais obstáculos às compras.


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Em 2018, 45,8% dos entrevistados franceses compraram pelo menos um item de moda sustentável (de marcas eco-responsáveis, de segunda mão ou de um produtor local). Na Alemanha foram 43,4% dos entrevistados, na Itália, 46,7%, e nos Estados Unidos, 55,3%. Este ano, os consumidores desses países gastarão, em média, entre 136 e 166 euros em um item de vestuário sustentável, de 95 a 123 euros em lingerie, entre 134 e 191 em um par de sapatos e de 172 a 212 euros em um produto de couro. Os valores são significativos, considerando que a despesa individual média com roupas na França é de 700 euros ao ano.
 
Mas quais são os obstáculos enfrentados pelos consumidores que desejam comprar um produto de moda sustentáveis? A falta de informação foi o principal obstáculo apontado nos Estados Unidos (61% dos entrevistados), na França (50,4% dos entrevistados) e na Alemanha (42,9%). Na Itália, o principal obstáculo foi a falta de informação sobre onde encontrar esses produtos (segundo 59% dos entrevistados), motivo que ficou em segundo lugar nos demais países. "[Os consumidores] não conseguem encontrar produtos [de moda sustentável], e isso mostra que a oferta é insuficiente e o setor não está atendendo às expectativas dos consumidores", explica Gildas Minvielle, diretora do IFM.
 
Por outro lado, o preço foi considerado um problema para apenas 38,9% dos entrevistados alemães, 33,4% dos franceses, 25,5% dos italianos e 25,4% dos americanos. Quanto ao estilo, ele foi mencionado como um obstáculo apenas entre 8% e 19% dos entrevistados, dependendo do país. "Isso é consistente com a crescente qualidade dos materiais sustentáveis ​​exibidos em nossos eventos", diz Gilles Lasbordes, diretor geral da Première Vision SA. "Na opinião dos consumidores, as roupas sustentáveis ​​hoje são bonitas", acrescentou.

Comunicação e oferta insuficientes
 
A informação é um desafio. A pesquisa IFM / Première Vision constatou que apenas 22,8% dos consumidores franceses conseguiram citar uma marca de moda que vende produtos sustentáveis, e nos demais países não foi muito diferente, com 26,9% na Alemanha, 30% na Itália, e 30,8% nos Estados Unidos. Os consumidores sentem que estão suficientemente informados? Apenas 19,7% das mulheres europeias e 26,7% dos homens europeus responderam que sim, contra 23,7% das mulheres americanas e 42,4% dos homens americanos.


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Os consumidores entrevistados foram solicitados a indicar o conceito principal que associam à moda sustentável. Os franceses e italianos, respectivamente 41,6% e 40,7% disseram que os processos de produção ambientalmente amigáveis são a prioridade. Por outro lado, para 41,7% dos americanos, o tipo de material usado é a principal preocupação. Para 30,3% dos entrevistados alemães, a preocupação prioritária é a questão das condições de trabalho. Curiosamente, a proveniência do produto não foi considerada a principal preocupação por nenhum deles.
 
Comparado aos alimentos e cosméticos, a moda sustentável não está tão disseminada na França e na Itália. Este não é o caso na Alemanha e sobretudo nos Estados Unidos, onde o consumo de moda responsável excede o de cosméticos orgânicos.
 

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