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EFE
Traduzido por
Helena OSORIO
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14 de set. de 2021
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Met Gala 2021: celebridades prestam homenagem à América

Por
EFE
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
14 de set. de 2021

Com as cores da bandeira americana, tecidos emblemáticos como o jeans, criações de designers nacionais e expressões multiculturais, as celebridades renderam tributo aos Estados Unidos na segunda-feira (13 de setembro), durante o Met Gala, que decorre no Metropolitan Museum of Art (MET) de Nova York.


A exposição “In America: A Lexicon of Fashion” inaugura em 18 de setembro - metmuseum.org


O Met Gala, que é realizado normalmente na primeira segunda-feira de maio e em 2020 foi cancelado devido à pandemia, foi adiado este ano para setembro para coincidir com o fim da New York Fashion Week, aproveitando ao máximo o regresso das celebridades à cidade, que faz parte da sua normalidade.

O seu tema é sempre inspirado na próxima exposição do Met Fashion Institute e é por vezes difícil de compreender, como foi o caso do estilo "camp" escolhido há alguns anos, mas neste caso não havia dúvida de que uma homenagem à pátria estava na ordem do dia: "In America: A Lexicon of Fashion".

A abertura já era totalmente americana, com uma banda típica do futebol americano desfilando pela rua e os seus membros, vestidos de vermelho, azul e branco, subindo as escadas onde o tapete (não vermelho, mas branco) se estendia e onde os convidados posavam.

Anna Wintour, a influente editora da Vogue e organizadora do evento, que foi transmitido pela primeira vez pela Internet, chegou cedo e explicou que o show do MET seria "diversificado, inclusivo e sustentável" para "simbolizar que a América é constituída por muitas culturas", algo que também se refletiu na festa.

Isso pôde ser visto no look da tenista Naomi Osaka, uma das anfitriãs da noite, que refletiu as suas raízes haitianas e japonesas num colorido conjunto Louis Vuitton, mas também no da cantora da banda Blondie, Debbie Harry, que combinou um corpete jeans com uma saia listrada vermelha e branca do designer de moda americano Zac Posen.

Como um íman, a gala atraiu Kim Kardashian, que apresentou-se vestida como uma viúva negra (eventualmente sensibilizando para a situação das mulheres do Islão) coberta por uma veste preta da cabeça aos pés; o extremo oposto ao look da sua meia-irmã, Kendall Jenner, que usou um vestido brilhante e transparente.

Já a cantora e compositora Billie Eilish surpreendeu com um look fabuloso distanciado da sua imagem rebelde e punk, apresentando-se próxima de uma Marilyn Monroe dos tempos modernos – ou como uma Barbie de Férias, nas suas próprias palavras – em um vestido tom de pêssego de Oscar de la Renta com um decote profundo, saia rodada e cauda longa.


Billie Eilish - @themetgalaofficial


"Tenho evoluído muito nos últimos dois anos. Sempre quis fazer isto, mas não tinha confiança, me sentia assustada e descfortável na minha pele. Chegou a hora", justificou a cantora.

Neste baile americano de glamour e luxo houve também lugar para a reivindicação e o seu exemplo mais claro foi dado pela ativista porto-riquenha Alexandria Ocasio-Cortez (atualmente congressista na Câmara dos Representantes por Nova York), que ostentou a mensagem nas costas "Tax the rich" (Taxe os ricos), numa gala cuja entrada custa cerca de 35.000 dólares.

A celebração dos LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) teve ainda um ponto alto, com o rapper declaradamente gay, Lil Nas X, que se apresentou "ao estilo Lady Gaga", descartando três looks: o primeiro com capa de veludo ricamente bordada, digna de um rei, tendo por baixo uma espécie de armadura dourada e, sob esta, um macacão disco brilhante; com o ator Ben Platts vestido de "cowboy gay"; e com o ator e roteirista Dan Levy homenageando a obra "F*ck You F*ggot F*cker" de David Wojnarowicz (artista americano que faleceu em 1992 vítima de AIDS), com uma mensagem de amor queer no peito.

Entre os casais mais esperados estavam Justin e Hailey Bieber, mas surgiram também alguns pares inesperados, como o ator Adrien Brody e a designer Georgina Chapman, ex-mulher de Harvey Weinstein (ex-produtor de filmes norte-americano condenado por crimes sexuais).

Jennifer Lopez, que chegou sem Ben Affleck, mas que mais tarde se reuniu ao cônjuge ator, parecia que tinha acabado de chegar do Oeste Selvagem com um longo vestido marrom brilhante com uma sugestiva fenda lateral, uma estola de pele e um chapéu texano do icônico estilista americano Ralph Lauren. As sandálias de salto alto prateadas combinaram com uma das pulseiras e com o grande colar.

Outras presenças latinas: o cantor colombiano Maluma, com um look em couro vermelho cravejado de detalhes dourados, acompanhado pela própria Donatella Versace em branco e ouro; a cantora e compositora cubana Camila Cabello e o cantor e compositor canadiano Shawn Mendes (filho de pai português natural de Lagos) apresentaram-se ambos com um look do Studio 54 de Michael Kors; e a cantora e compositora espanhola Rosalía fez a sua estreia no evento com um vestido marcante, botas altas de couro, luvas de couro e volumosa capa de couro forrada com franjas inspirada no xale de Manila de Rick Owens.


A cantora Anitta e o empresário Alexandre Birman, no Met Gala 2021 - Alexandre Birman


O Brasil também marcou presença, com a participação da cantora carioca Anitta, em um vestido preto com fenda profunda assinado por Peter Dundas e sandálias na cor prata com strass de Alexandre Birman, que também esteve no Met Gala.  A cearense Valentina Sampaio, primeira modelo transgênero da Victoria's Secret, também fez sua estreia no tapete vermelho do evento, usando um vestido na cor vinho de Iris Van Herpen.

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