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Novello Dariella
Publicado em
1 de jun. de 2022
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Mercado de roupas de luxo deve ultrapassar US$ 149 bilhões este ano, diz GlobalData

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
1 de jun. de 2022

O mercado de vestuário de luxo se recuperou bem no ano passado, apesar da pandemia, e deve crescer novamente este ano.


Photo: Pexels/Public domain


Em seu último relatório, Luxury Apparel Market Size, 2020-2025, a especialista em pesquisa GlobalData aponta que o mercado cresceu 24,1% no ano passado, ao se recuperar da devastação vista durante o primeiro ano da pandemia. Grandes conglomerados de luxo, em especial LVMH e Kering, aproveitaram ao máximo o aumento do apetite do consumidor por bens de luxo, à medida que a demanda saltou quando as restrições foram aliviadas. Com isso, o luxo recuperou suas perdas relacionadas à Covid-19.

E essa recuperação continua e estima-se que o crescimento para este ano permaneça alto em 10%, para atingir US$ 149,2 bilhões. Esse percentual é particularmente importante porque é maior do que o mercado global de vestuário, que deve crescer “apenas” 8,4% em 2022.

O desempenho será impulsionado pela “forte demanda doméstica na região da Ásia-Pacífico e nos EUA, apesar das crescentes dificuldades econômicas”, segundo a GlobalData. De fato, a APAC deve superar o mercado de luxo total até 2025, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 7,9%, em comparação com 6,7% para todo o mercado de luxo.

Mas os EUA também serão fundamentais. Muitas empresas de luxo destacam a força atual do segmento nos EUA e, segundo a GlobalData, o mercado se beneficiou em 2020 e 2021, pois muitos consumidores investiram em itens como bolsas de luxo. A empresa espera que os EUA tenham um CAGR de 11,3% até 2025.

O estudo também observa que o mercado de luxo está crescendo em popularidade à medida que “a Geração Z e os Millenials os percebem como cada vez mais aspiracionais”, com marcas como Balenciaga e Louis Vuitton “adaptando com sucesso suas ofertas aos compradores mais jovens.”

A analista de vestuário Louise Deglise-Favre disse: “As marcas de luxo vêm incorporando estilos mais casuais e de streetwear em suas linhas, abraçando a tendência geral de casualização que invadiu a indústria da moda. Por exemplo, Louis Vuitton, Dior e Gucci colaboraram em coleções de edição limitada com marcas líderes de roupas esportivas e urbanas, como Nike, Adidas e The North Face durante os últimos anos. Essas colaborações de roupas esportivas de luxo se mostraram extremamente populares, especialmente entre os consumidores da Geração Z, colocando as marcas de luxo em uma posição ideal para crescer em 2022 e além.”

Ela também espera que a riqueza dos principais compradores do segmento o proteja das crescentes pressões inflacionárias sobre as rendas discricionárias vistas no momento.

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