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Novello Dariella
Publicado em
1 de mar. de 2021
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Max Mara celebra 70 anos com energia

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
1 de mar. de 2021

A marca italiana Max Mara comemorou na quinta-feira (25) seu 70º aniversário com energia e vitalidade, com um desfile gravado no interior da Triennale, o famoso espaço de exposições de Milão.

 


Modelos passeando com roupas elegantes da Max Mara dentro das galerias cheias de luz da Triennale, destacando as raízes da marca na moda arquitetônica, acompanhadas por um remix clássico do veterano DJ Johnny Dynell.

Para o outono/ inverno de 2021, o diretor criativo da grife, Ian Griffiths, se concentrou no item essencial da Max Mara: casaco. Começando com uma jaqueta de aviador, sobre um casaco shearling, cujas costas tinham a inscrição "1951", em uma ampla fonte latina. 1951 foi o ano em que o fundador Achille Maramotti lançou a marca na cidade de Reggio Emilia, no centro-norte da Itália, que tinha como público-alvo “esposas de notários e médicos locais”.

De forma inteligente, Griffiths se inspirou em pântanos selvagens e na vida rural acidentada da selva urbana - com um casaco  de gola alta de mohair peludo que envolvia a modelo, e suéteres sensuais de cashmere, novamente exibindo o ano de 1951.

Os estrangeiros sempre pensam na Itália como um país quente e ensolarado, mas a região da Emilia Romagna, onde a Max Mara está localizada, pode ter invernos muito frios. As roupas opulentas apresentadas tinham uma aparência extremamente reconfortante e tranquilizadora para um dia frio na planície de Padana ou até mesmo para uma tempestade de gelo no Texas. Quase prevendo o mau tempo que viria, muitas modelos usaram botas de hiking femininas com meias grossas. Enquanto suas cabeças estavam cobertas por lenços, grandes capuzes e gorros.


Max Mara - Outono/ Inverno 2021 - Moda feminina - Semana da Moda de Milão- Foto: Max Mara - Foto: Max Mara


Griffiths levou a marca à um novo lugar com quatro suéteres com bolsos de aba em cashmere caramelo, usados ​​sobre coletes acolchoados amarelo ocre e saias com fenda de veludo e com camadas de camurça acolchoada com detalhes equestres, ou seguindo uma grande tendência, alguns suéteres de malha Aran oversized em tons de marrom e cinza.

Todo o desfile foi realizado sob o nome da marca, escrito em letras gráficas individuais e pontos de exclamação, pendurados no teto como bandeiras saudando as heroínas que retornam à sua cidade natal.

Urbi et orbi, da cidade para o mundo vai a bênção papal, mas também na Max Mara, onde a sábia ideia do fundador Maramotti de vestir a provinciana sofisticada criou um império da moda italiana que ainda veste o mundo. Tanto sucesso que, quando Achille faleceu em 2005, ele era um dos homens mais ricos da Europa. Ele certamente teria gostado deste desfile. 

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