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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
26 de mar de 2021
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3 Minutos
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Marcas de luxo devem adotar uma abordagem holística para colher os benefícios da sustentabilidade, diz estudo

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
26 de mar de 2021

A Bain & Company se associou à Positive Luxury para oferecer uma visão de como será o luxo sustentável para 2030, destacando cinco áreas focais para marcas que desejam implementar estratégias de sustentabilidade com sucesso nos próximos 10 anos.


Instagram: @positiveluxury

 
Com base nas operações de uma hipotética empresa de luxo chamada LuxCo, o estudo defende uma abordagem holística da sustentabilidade na indústria de luxo após a pandemia Covid-19.

Os cinco pilares da estratégia proposta pelo estudo incluem redefinir o propósito da marca, desvincular o crescimento do volume, tornar as cadeias produtivas totalmente transparentes e rastreáveis, maximizar os compromissos ambientais e sociais, e criar valor econômico a partir da sustentabilidade.

Em termos de redefinição do propósito da marca, a Bain enfatiza que a mudança para priorizar o bem social e ambiental deve ser estrutural, incorporando gestão, contratação, avaliação de desempenho, estrutura de remuneração e treinamento.

Citando as expectativas éticas do crescente número de consumidores da Geração Z, a Bain destaca ainda que essa transição requer abertura e paciência, já que muitos investimentos necessários não resultarão em um retorno imediato.

Sobre a questão da dissociação do crescimento do volume, a Bain acredita que as empresas de luxo com sucesso em 2030 serão aquelas que investiram em modelos de negócios circulares, como revenda e aluguel. De acordo com a empresa de consultoria, as marcas deveriam se concentrar no “valor do ciclo de vida do produto”, que deriva da revenda do mesmo produto várias vezes para clientes diferentes.

Essa abordagem, juntamente com investimentos em tecnologias que facilitam a fabricação sob encomenda e aceleram os processos vitais de revenda, como devoluções e autenticação, pode fazer a revenda representar cerca de 20% das receitas de marcas de luxo sustentáveis ​​até 2030.

Além disso, quando implementada com sucesso, a Bain prevê que a revenda aumentará a margem de lucro de um único produto em 40% em 2030, enquanto aumenta a receita por produto em 65%.

Quando se trata de transparência e rastreabilidade da cadeia de suprimentos, a Bain sugere que as marcas de luxo rastreiem todos os relacionamentos desde os produtores de matéria-prima e que também levem em consideração todos os efeitos indiretos de suas atividades. Os clientes devem ter acesso a informações completas sobre a cadeia produtiva de um determinado produto, seja durante uma compra online ou em loja, onde dados relevantes podem ser enviados por meio da tecnologia NFC para os dispositivos dos visitantes quando se aproximarem do produto.

Aqui também, os investimentos em tecnologia são essenciais, com blockchain, a Internet das coisas, automação de processos robóticos e ciência de dados, todos desempenhando seu papel.

Ao maximizar as metas ambientais e sociais, a Bain insiste que as marcas de luxo não devem apenas definir metas ambiciosas para questões como redução de emissões e diversidade, mas também se desafiar novamente quando atingirem esses objetivos, estabelecendo metas ainda mais exigentes.

As empresas que buscam ser mais inclusivas devem garantir que esse seja um valor central de sua organização, que se estende desde a gestão e recrutamento até as estratégias de marketing voltadas para o público.

Por fim, a Bain argumenta que as empresas de luxo devem parar de ver as medidas de sustentabilidade como uma causa de custos extras e começar a entender que elas podem ser uma fonte de valor econômico. Em particular, a consultoria recomenda maximizar incentivos que alinhem a empresa com iniciativas nacionais de redução de emissões de gases de efeito estufa, agricultura regenerativa, reflorestamento e projetos comunitários, uma estratégia que permitirá à marca se qualificar ao máximo desoneração fiscal.

A consultoria também sugere a adoção de métricas de última geração e reformas de relatórios que ajudem a demonstrar como a sustentabilidade está gerando valor para os negócios. Isso, juntamente com uma mudança para relatórios anuais em vez de trimestrais, permitirá que uma "narrativa mais clara" apareça e atraia investidores interessados ​​em evitar empresas com uma imagem social ou ambiental negativa.

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