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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
8 de out. de 2021
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Manolo Blahnik espera forte crescimento este ano graças a recuperação das vendas

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
8 de out. de 2021

O setor do calçado pode ter sentido dificuldades durante a pandemia, e o calçado elegante e luxuoso ainda mais, mas a Manolo Blahnik está se recuperando e, nos últimos meses, as vendas até superaram as de 2019.


Manolo Blahnik


A empresa apresentou os seus resultados de 2020 na Companies House, mas também atualizou o seu desempenho em 2021 e o contraste entre os dois anos não poderia ser mais claro.
 
Antes de mais, os números de 2020. De acordo com o Blahnik Group, o faturamento caiu 7% em termos interanuais, para 42,3 milhões de libras esterlinas (49,63 milhões de euros), mas as vendas comparáveis caíram 28%. O lucro sobre uma base de Ebitda caiu 92% para 0,51 milhões de libras (0,6 milhões de euros) e o prejuízo antes de impostos aumentou 6 % para 4,75 milhões de libras esterlinas (5,57 milhões de euros). O prejuízo líquido do exercício foi de 6,6 milhões de libras esterlinas (7,74 milhões de euros), pior que os 3,8 milhões de libras (4,46 milhões de euros) dos 12 meses anteriores. Embora a empresa tenha registrado uma redução nas vendas, as suas despesas operacionais aumentaram devido à integração das suas operações americanas no negócio em 1º de janeiro.

Nas contas arquivadas para a sua unidade Manolo Blahnik International, o grupo indicou que as vendas foram "dramaticamente afetadas" pela pandemia e que tanto o negócio por atacado como o varejo foram afetados pelo fechamento de lojas e confinamentos locais em vários territórios. Mas, o e-commerce funcionou "excepcionalmente bem".
 
Claramente, comércio eletrónico à parte, não foi um bom ano. E quanto a 2021? O Evening Standard informou na terça-feira (5) que as vendas nos primeiros oito meses deste ano não só aumentaram 81% em relação a 2020 (supostamente distorcidas pela integração da unidade americana), mas, mais importante, foram 8% mais elevadas do que há dois anos.
 
Algo em parte impulsionado pela forte demanda online, bem como pela reabertura das suas 21 lojas independentes, o que significa que a empresa prevê um crescimento de três dígitos este ano.
 
Os números colocam a Manolo Blahnik no grupo de nomes do luxo que estão se recuperando de forma relativamente rápida, destacando quanta demanda reprimida havia entre os consumidores ricos e como o regresso dos eventos sociais está atraindo o interesse do consumidor por calçado elegante.

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