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LVMH: regresso do crescimento orgânico

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AFP
Publicado em
today 12 de out de 2016
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As vendas do gigante do luxo LVMH ultrapassaram os 9 bilhões de euros (cerca de 31.74 bilhões de reais) no terceiro trimestre, tendo seu crescimento acelerado para +6% depois de um primeiro semestre menos dinâmico, segundo um comunicado publicado esta semana.

LVMH apresenta crescimento. - Louis Vuitton


O grupo número um mundial do setor, que detém cerca de sessenta marcas dentre as quais Louis Vuitton, Fendi, Sephora, Berluti ou ainda Hennessy, vê, entre outras coisas, o volume de negócios da sua principal divisão, a Moda e Marroquinaria, exibir +2% em dados orgânicos, depois de um crescimento nulo durantes os seis primeiros meses do exercício.
 
"O terceiro trimestre marca uma aceleração em relação às tendências do início do ano. A Ásia, excluindo Japão, melhorou sensivelmente no trimestre. O mercado americano segue bem orientado, assim como a Europa, exceto a França, ainda afetada por uma queda do turismo", destaca o grupo de Bernard Arnault.

Os 9.138 bilhões de euros de volume de negócios trimestral são superiores ao consenso estabelecido pela fornecedora de dados financeiros Factset, que contava com 8.993 bilhões de euros.
 
Com +6% de crescimento orgânico nesses três meses, a LVMH reencontra o nível atingido para o acumulado do ano de 2015, ao passo que o início do exercício havia conhecido uma desaceleração com +3%, no primeiro trimestre, e +4% no segundo. Nos nove meses, as vendas totalizam 26.3 bilhões de euros (92.77 bilhões de reais), exibindo avanço de 4% em um ano e de 5% em dados orgânicos.
 
Foi a divisão de Moda e Marroquinaria, pilar do grupo, que a puxou para o alto: ela exibe 5% de crescimento orgânico no trimestre, depois de uma estagnação ao longo do primeiro semestre. A marca "Louis Vuitton mantém uma forte dinâmica e explora um novo território com o lançamento dos perfumes Louis Vuitton", destaca o comunicado, em referência ao lançamento de sete fragrâncias em setembro, que marcaram o retorno da maison ao mundo dos perfumes, depois de uma ausência bem longa. Sem dar detalhes numéricos, a LVMH aponta também que a Fendi "registra um sensível crescimento das suas vendas" e que a Céline, Loewe e Kenzo "conheceram bons avanços".
 
Quanto à Distribuição seletiva, segunda em termos de volume de negócios, o crescimento orgânico atinge 8%, indo aos 2.8 bilhões de euros. "Sephora ganha parcelas de mercado em todos os cantos do mundo e registra um crescimento na casa dos dois dígitos das suas vendas", explica a LVMH, que destaca, no entanto, que a DFS (Duty Free Shops) "enfrenta na Ásia um contexto turístico difícil, em particular em Macau e Hong Kong".
 
Os Perfumes e Cosméticos avançam, por sua vez, 10% no terceiro trimestre, em especial graças à excelente dinâmica dos Perfumes Christian Dior que "ganham parcelas de mercado no conjunto dos países" e aos desempenhos realizados pela Guerlain e Givenchy no universo da maquiagem.
 
Quanto aos relógios e à joalheria (em alta de 2%), a LVMH destaca, entre outras coisas, o "forte avanço em um mercado difícil" da Tag Heuer graças às suas novas coleções e ao seu relógio conectado.
 
Se ela não dá perspectivas numéricas, a LVMH aponta que, "num contexto geopolítico e monetário incerto", ela "dará continuidade à sua estratégia centrada na inovação e numa expansão geográfica alvo nos mercados mais dinâmicos".

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