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Luxo: França continua a liderar ranking da Deloitte

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 17 de abr de 2019
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access_time 4 Minutos
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Os grupos franceses continuam a dominar o mercado do luxo, liderando em termos de volume de negócios. As empresas italianas são as mais numerosas, enquanto as asiáticas consolidam a sua posição. Estas são as conclusões do ranking “Global Powers of Luxury Goods 2019" realizado pela empresa de auditoria e consultoria Deloitte sobre as 100 maiores empresas de luxo do mundo.


A 100 empresas líderes mundiais do luxo reúnem um volume de negócios de 247 bilhões de dólares - Deloitte


Esta edição 2019 classifica os players do luxo em função do seu volume de negócios no exercício fiscal de 2017, o que equivale a 247 bilhões de dólares (pouco mais de 218 bilhões de euros) para o conjunto das 100 empresas líderes, que atuam no prêt-à-porter, acessórios, alta joalharia e relógios, bem como nos cosméticos e perfumes.

O crescimento aumentou 13,8% em relação a 2016, quando subiu 14,2%. A taxas de câmbio constantes, subiu 10,8% contra +1% um ano antes. Note-se que 76% deste top 100 viu as suas vendas aumentarem em 2017 e que as 10 líderes do ranking representaram 48% do volume de negócios total.

A LVMH - com as ssuas 70 marcas, incluindo Louis Vuitton, Christian Dior, Fendi e Celine - continua a ser a indiscutível líder mundial do luxo, com um volume de negócios de 27,9 bilhões de dólares, seguida pela Estée Lauder (13,6 bilhões) e pelo grupo suíço Richemont (12,8 bilhões), reproduzindo exatamente o trio principal do ranking da Deloitte publicado no ano passado.

Analisando mais de perto o top 10, a Kering (12,1 bilhões de dólares) sobe uma posição, movendo-se para o 4º lugar e fazendo, assim, recuar a Luxottica (10,3 bilhões) para o 5º lugar. A Chanel (9,6 bilhões), que publicou os seus resultados pela primeira vez em 2018, disparou e entrou para o ranking diretamente na sexta posição, à frente da L'Oréal, do grupo Swatch, da joalheira chinesa Chow Tai Fook e da PVH Corp, enquanto a Ralph Lauren, pela primeira vez fora do top 10 desde a publicação da classificação da Deloitte, desliza para o décimo segundo lugar.


O top 10 do Global Powers of Luxury Goods 2019 - Deloitte


França ocupa o primeiro lugar da lista, com sete grupos a realizarem, sozinhos, 23,5% do volume de negócios total das 100 empresas do ranking. Em média, essas empresas têm um faturamento de 8,28 bilhões de dólares registando um aumento de 18,7% em comparação com o ano anterior. A estas sete empresas é preciso ainda adicionar duas, que operam sob uma bandeira diferente por razões jurídicas: a Chanel, cuja holding está sediada em Londres, e a Interparfums, que tem sede nos Estados Unidos. Por outro lado, a Christian Dior já não aparece na lista porque agora está sob a alçada da LVMH. Clarins e Nuxe também saíram da lista.

França conta, portanto, com nove grupos neste ranking mundial. Além da LVMH, Kering, Chanel e L'Oréal classificadas no top 10, a Hermès ocupa a décima primeira posição. Seguem-se o grupo SMCP (Sandro, Maje Claudie Pierlot, 50º), a Longchamp (58º), a Inter Parfums (60º) e a nova entrada Zadig & Voltaire (78º).

Com as suas 24 empresas presentes nesta edição 2019, Itália é o país com o maior número de empresas, mas o seu volume de negócios médio fica em 1,4 bilhão de dólares, pesando 14% no ranking total. Um número impulsionado pela Luxottica, a única empresa transalpina listada no top 10, em 5º lugar, seguida pela Prada (21º) e pela Giorgio Armani (26º), ambas duas posições abaixo em relação ao ano anterior.

Duas empresas transalpinas destacam-se, no entanto, no top 20 dos crescimentos mais rápidos, com a marca de artigos de couro Furla e registar as taxas de crescimento mais elevadas nas 24 italianas e a marca de blusões Moncler a exibir a melhor rentabilidade. É, no entanto, uma empresa canadiana, Canada Goose, famosa pelas suas parkas e blusões, que regista o maior crescimento, com as suas vendas a dispararem 46,4%.

Por fim, a China está ganhando terreno, tornando-se a quarta nação da classificação em termos de vendas, atrás da França, dos Estados Unidos e da Suíça. Conta com nove grupos no ranking da Deloitte para um volume de negócios médio de 2,19 bilhões, com um crescimento de 13,8% após três anos de queda nas vendas. Destes, oito operam no setor da joalharia.

Os dois grupos líderes são o Chow Tai Fook Jewellery Group, que subiu para 9º lugar, levando a PVH Corp a cair para o fundo do top 10, e a Lao Feng Xiang. Estes respondem por dois terços das vendas das nove empresas chinesas. A Chow Tai Seng Jewellery registou o maior crescimento (+31,1%).

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