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Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
28 de ago. de 2019
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Lucro trimestral da Tiffany supera estimativas

Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
28 de ago. de 2019

A joalheria americana de luxo, Tiffany & Co, anunciou na quarta-feira (28) que superou suas estimativas trimestrais de lucro, graças ao aumento nos gastos dos clientes na China continental e à redução nos gastos com marketing, mesmo com o declínio nos gastos dos turistas nos Estados Unidos e a instabilidade política em Hong Kong.


Tiffany


A companhia, sediada em Nova York, também disse que vai manter sua projeção anual de crescimento de apenas um dígito percentual nas vendas. As ações da Tiffany subiram 4,3%, para 86,14 dólares no pregão matinal da quarta-feira.

A prolongada guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o dólar forte e um processo de aprovação de visto mais rigoroso nos EUA contribuíram para uma queda de quase 3% no turismo de chineses aos Estados Unidos este ano, pressionando os varejistas americanos que dependem desses consumidores que costumam gastar muito dinheiro no país.

O CEO da companhia, Alessandro Bogliolo, disse à Reuters que, embora os gastos fora da China tenham caído e os obstáculos cambiais e interrupções nos negócios em Hong Kong - o quarto maior mercado da Tiffany - tenham persistido, as vendas na China continental foram robustas. "Há pouco que podemos fazer com a redução nos gastos dos turistas ao redor do mundo, então a nossa maneira de reagir a isso é continuar sendo mais ativos localmente, domesticamente na China, onde os clientes estão", disse Bogliolo.

A Tiffany disse que suas despesas caíram 5% no trimestre, mas ela espera gastar mais em marketing no segundo semestre para atrair compradores jovens às suas lojas. A empresa também continua renovando sua flagship em Manhattan, Nova York. No último trimestre, o varejista suspendeu grande parte de seu marketing digital enquanto reformulou seus sites.

A marca de joias tem trabalhado para atualizar suas coleções com itens mais acessíveis, como pingentes e brincos, para atrair os millennials, que têm optado por concorrentes com preços mais baixos, como a marca dinamarquesa e a Signet Jewelers.

Alessandro Bogliolo reconheceu que a empresa não lançou tantos sortimentos de novos produtos no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado - quando lançou a Paper Flowers, sua coleção de joias mais acessíveis feitas de platina e diamantes - mas disse que isso será revertido no segundo semestre”.

A Tiffany relatou "forte crescimento" na China continental, mas "suavidade" em Hong Kong e "desempenho misto" em outros mercados da região. "Vemos o ruído macroeconômico relacionado aos protestos em Hong Kong e os gastos turísticos mais baixos como temporários, e a Tiffany está bem posicionada para recuperar os lucros perdidos em outros lugares, incluindo a China continental", disse Camilla Yanushevsky, analista da CFRA Research.

As vendas trimestrais em mesmas lojas, excluindo os efeitos das taxas de câmbio, caíram 3%. Os analistas esperavam uma queda de 1,3%, segundo dados IBES da Refinitiv. O lucro líquido da Tiffany caiu para 136,3 milhões de dólares, ou 1,12 dólar por ação, no segundo trimestre fiscal, encerrado em 31 de julho, em comparação com 144,7 milhões de dólares, ou 1,17 dólar por ação, um ano antes. Os analistas esperavam lucro de 1,04 dólar por ação.

As vendas líquidas caíram de 1,08 bilhão para 1,05 bilhão de dólares, abaixo da estimativa de Wall Street de 1,06 bilhão de dólares. Antes de quarta-feira, as ações da Tiffany haviam caído quase 12% este mês, em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intensificar a guerra comercial com Pequim.

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