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Loewe: mantendo o trabalho artesanal "cool" e cinético

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 28 de set de 2018
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access_time 3 Minutos
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A marca espanhola, Loewe, apresentou mais um desfile memorável assinado pelo diretor criativo norte-irlandês, Jonathan Anderson.


Loewe - Primavera- Verão 2019 - Moda Feminina - Paris© PixelFormula - © PixelFormula


Apresentado, como é de costume, dentro da UNESCO, o espaço se dividiu em meia dúzia de cômodos. Notavelmente, uma galeria de arte no início dos anos 60 em Londres, onde as pessoas têm um fio condutor...curtindo a ideia de criar e experimentar, explicou Anderson.
 
Uma coleção cinética, na qual quase todos os looks tinham fragmentos, cordas e franjas pendurados; enquanto penas brotavam dos tornozelos, pulsos e ombros. E, estranhamente para um Ulsterman, meia dúzia de combos de penas em verde, branco e laranja, as cores da bandeira irlandesa. As modelos desfilaram perto de uma escultura do artista italiano Lara Favarett, de duas escovas de lava-jato de grandes dimensões, que giravam sobre placas de metal. Um exemplo perfeito da arte cinética, que começou na década de 20, e ressurgiu nos anos 60.

Cada espaço era diferente, refletindo a falta de um tema único nas roupas. Uma das salas continha 35 toca-discos da Dansette, e um Adonis loiro e bronzeado de calça de marinheiro branco e sem camisa passeava trocando álbuns como um DJ do Blow Up. Cada espaço incluía várias versões de cestos em forma de concha, feitos de madeira de faia, pinha e varas de salgueiro, transformados em moluscos feitos à mão pelo irlandês Joe Hogan. Eles também ajudaram a inspirar uma ótima nova linha de bolsas.


Loewe - Primavera- Verão 2019 - Moda Feminina - Paris - © PixelFormula


Bolsas em forma de concha em pele de cobra e alça bege; totes de palha de grandes dimensões com o logo da Loewe em couro, e algumas malas enormes em tonalidades primárias. A coleção foi marcante. De pijamas de seda esvoaçantes na cor azul com plumas, à vestidos mouriscos compostos por enormes extensões de camurça, ou um extraordinário vestido assimétrico de retalhos horizontais listrado.  Tudo ancorado por uma bela série de botas envoltas em laços e fivelas feitas na camurça áspera da terra que Anderson transformou no material de culto da Loewe.
 
"Totens num espaço cinético. O trabalho artesanal é um dos DNAs dessa marca. Não creio que devemos ser impacientes e irmos aqui e acolá. Para mim, é uma marca de couro, e trabalhei muito para levar as malas ao nível que deveriam ter”, disse Anderson nos bastidores.
 
“Roupas com movimento, fluindo de lado para o outro, como alguém correndo atrás de um ônibus, ou batendo com um choque de eletricidade. Uma celebração do belo e sensual”, concluiu o irlandês do norte, cujo convite foi uma imagem desbotada do túmulo do mais famoso irlandês exilado em Paris, Oscar Wilde. Coberto de marcas de beijos em vermelho.
 
A arte de Favaretto é considerada como um comentário sobre o custo e a casualidade da vida moderna; a moda de Anderson é exultante nisso.

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