Loewe apresenta seu primeiro desfile masculino, lúdico e cósmico

Semana da Moda Masculina de Paris - O primeiro desfile de moda masculina da Loewe foi divertido e cósmico, mas também desejável e comercial.


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Loewe - Outono-Inverno 2019 - moda masculina - Paris - © PixelFormula

Até este final de semana, o diretor de criação da Loewe, Jonathan Anderson, havia mostrado suas roupas masculinas apenas em apresentações elegantes dentro da sede da marca em St Germain. Nesta temporada, Anderson optou por um desfile na sede da UNESCO em Paris, onde já tem o hábito de organizar suas apresentações de moda feminina para a célebre marca espanhola.

Jonathan Anderson desta vez escolheu uma caverna de concreto, em uma sala cujo ponto central era uma enorme parede laranja pendurada, projetada pelo artista alemão Franz Erhard Walther. Todo o espaço, do carpete ao teto, foi criado em uma paleta laranja suave, enquanto vários fragmentos de jaquetas e calças suspensas na instalação foram repetidos na própria coleção. Seus casacos desgastados pareciam feitos de enchimento de colchões.
 
A ideia mais estranha do estilista foi o toque de velho oeste nas botas dignas de um gaúcho argentino, com zíperes na parte traseira. Outras calças poderiam ter sido utilizadas por pescadores do norte, ma idéia já desenvolvida no desfile masculino da linha de Jonathan Anderson, realizada no antigo estúdio do chefe do clã surrealista André Breton no início da temporada.
 
"Estávamos estudando pescadores e o início dos anos 80. Como escolher um objeto fetiche e tirar o fetiche. E eu gosto bastante que eles eram western, mas não western”, disse o designer nos bastidores depois do desfile.
 

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Loewe - Outono-Inverno 2019 - moda masculina - Paris - © PixelFormula

Sem dúvida, Jonathan Anderson gosta de subverter os códigos tradicionais, como pudemos ver em seus imensos trench coats em cores contrastantes, que também tinham acabamentos em forma de cachecol; ou em seus ponchos de crochê um pouco absurdos; em uma camisa de seda estampada com o rosto de Marilyn Monroe combinando com as calcas mencionadas acima; ou melhor ainda, em blusas sublimes incrustadas com pedras semipreciosas feita para parecerem a "galáxia", nas palavras do designer. 

A ideia era que qualquer admirador pudesse ir à uma flagship da Loewe para comprar um suéter e imediatamente adquirir um pouco do design da moda de Jonathan Anderson.

Jonathan Anderson até mesmo pegou um terno do prêt-à-porter feminino da marca espanhola e o transformou sutilmente para se adaptar ao corte masculino, e finalizou com blusões de lã sublimes com bolsos de camurça e detalhes trompe-l’oeil. Uma coleção eficaz, mas também radical e muito cool em todos os sentidos.

Sob o comando de Jonathan Anderson, a Loewe se transformou em uma grande empresa, com vendas que devem ultrapassar meio bilhão de euros este ano. E a tendência é crescer ainda mais, já que a Loewe ainda tem apenas 140 lojas e shop-in-shops. O próximo passo é a abertura de uma flagship na New Bond Street, em Londres. Na semana passada, a Loewe também se aventurou em outerwear, com uma pop up especial no Soho, na Webster Street, focada em uma clientela mais jovem.

Traduzido por Novello Dariella

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