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Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
2 de ago de 2019
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Levi’s diminui sua produção na China em meio à guerra comercial do país com os Estados Unidos

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Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
2 de ago de 2019

A Levi Strauss & Co tem sido "deliberada e diligente" em mover a produção para fora da China em meio às incertezas sobre as tarifas de produtos importados da China, disse o CEO da empresa, Chip Bergh, à Reuteurs.


Levi's


"Apenas 1% ou 2% dos produtos Levi's vendidos nos Estados Unidos são fabricados na China, em comparação com 16% há dois anos", disse Chip Bergh. O CEO deu a declaração um dia antes do presidente dos Estados Unidos Donald Trump dizer que iria impor tarifas a mais 300 bilhões de dólares em produtos chineses, incluindo vestuário.

Trump tem usado as tarifas como uma ferramenta para negociar melhores condições comerciais, dizendo que os maus negócios custam milhões de empregos nos Estados Unidos. Além do vestuário, as novas taxas atingem bens de consumo, como eletrônicos e brinquedos, e se somam às já impostas a 250 bilhões de dólares sobre outros artigos importados da China.

"O entra e sai das tarifas americanas sobre produtos chineses criaram incerteza para muitos varejistas americanos", disse Bergh. "Todo dia é um novo dia. Às vezes parece que definitivamente vai acontecer e então outros dias você acha que não”.

A Levi's, que tem sede em San Francisco e passou a ser listada na bolsa em março, é mais uma das muitas varejistas que vêm transferindo cadeias de suprimentos da China para países como Vietnã e Bangladesh. A tendência foi inicialmente uma resposta ao aumento dos salários chineses, mas o êxodo deve ser acelerado com as novas tarifas, que, segundo Trump, entrarão em vigor em 1º de setembro. 

É esperado que elas aumentem os custos dos consumidores e tenham impacto em todo o setor do varejo. Varejistas de roupas como Gap, a marca de bolsas Steve Madden e a loja de departamentos Macy's também estão transferindo a produção para fora da China. 

No entanto, a China ainda é um grande fornecedor para a indústria: 42% do vestuário e 69% dos calçados vendidos nos Estados Unidos são fabricados na China, de acordo com a American Apparel and Footwear Association.

Após as últimas notícias sobre as tarifas, vários grandes grupos de comércio varejista alertaram que elas vão prejudicar as compras dos consumidores, provocar aumento nos preços e limitar as contratações.

A Levi's tem duas fábricas na Polônia e na África do Sul, mas usa principalmente fornecedores ou fornecedores terceirizados espalhados por 22 países diferentes, disse Bergh, que ingressou na empresa em setembro de 2011.

"Reduzimos nossa base de fornecedores durante o tempo em que estivemos aqui para realmente desenvolver relacionamentos mais profundos e estratégicos com muitos de nossos fornecedores", disse ele. "Muitos dos fornecedores da Levi's na China são empresas de capital aberto que diversificaram o risco construindo fábricas em lugares como Vietnã e Camboja”, disse Bergh.

Entre os produtos mais vendidos da Levi's estão os jeans masculinos 501, que custam entre 39,99 e 49,99 dólares, segundo a loja online americana da Levi's.

Trump também ameaçou impor tarifas sobre o México em retaliação à imigração ilegal proveniente de grande parte da América Central, através da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Ele está pressionando o Congresso para aprovar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que seu governo adotou para substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).

A Levi's também colocou em prática planos de contingência "não apenas para a China, mas também para o México, caso o NAFTA seja destruído em um momento de fúria ou algo assim", disse Bergh.
 

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