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Estela Ataíde
Publicado em
12 de jul. de 2022
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Lanvin Group cresce 52% em 2021 e espera voltar à rentabilidade em 2024

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
12 de jul. de 2022

O Lanvin Group encerrou 2021 em alta. O grupo de luxo chinês (antigo Fosun Fashion Group), que está prestes a entrar na Bolsa de Nova York, faturou 339 milhões de euros no ano passado, saltando 52% em um ano graças "ao crescimento da Lanvin, a um forte regresso da Wolford e à integração bem sucedida da Sergio Rossi no portfólio", destacou em comunicado a empresa, que também é proprietária da casa italiana de vestuário masculino de luxo Caruso, da especialista em malhas americana St. John e da marca alemã Tom Tailor.
 

Lanvin, modelo da primavera-verão 2022 - © PixelFormula


O Lanvin Group anunciou ter atingido o ponto de equilíbrio em margem comercial e espera um regresso à rentabilidade em 2024. Também mencionou "uma melhoria de 33% no desempenho da sua receita operacional bruta ajustada (EBITDA) durante o exercício, mas sem fornecer números. Em março, a empresa reportou um déficit operacional bruto de 79 milhões de euros para 2021, enquanto o EBITDA ajustado, considerando a Sergio Rossi – marca adquirida em 2021 – aumentou este prejuízo para -85 milhões.
 
A Europa é o principal ponto de venda do grupo, com uma participação de 48% nas suas vendas totais e faturamento de 148 milhões de euros, +30% em 2021 em relação a 2020. A América do Norte representa 35% do volume de negócios total e a Grande China 14%, disse a empresa, sublinhando que aproveitou "oportunidades inexploradas nesses mercados".

A rede de venda direta, entre o canal de varejo e o e-commerce, registrou um salto de 50%. Lanvin Group disse querer continuar a “diversificar a composição das suas fontes de receita e a reduzir a sua dependência do canal de venda por atacado”.

No que diz respeito ao desempenho das suas marcas, a maison Lanvin, adquirida pelo grupo chinês em 2018, confirmou o seu forte potencial de crescimento. Em 2021, mais do que duplicou o seu volume de negócios com um aumento de 108% face a 2020, para 73 milhões de euros, progredindo sobretudo na América do Norte e na Grande China, onde as suas vendas aumentaram respetivamente 253% e 134%. Performances impulsionadas em particular pelas suas novas coleções de acessórios de couro e sapatos, assim com o sucesso dos seus modelos de bolsas, como Pencil e Hobo Cat e as os sapatos Curb, bem como pela sua rede de venda direta.


Um modelo Wolford da linha activewear The W - wolfordshop.com

 
Distribuída junto de 260 revendedores, a marca inaugurou oito novas lojas no ano passado, atingindo um total de 34 lojas em todo o mundo, cujas vendas saltaram 172% em 2021, enquanto as suas vendas online cresceram mais de 415%. 
 
Um valor que se explica pela estratégia de reposicionamento da Lanvin que, sob a égide do seu diretor artístico Bruno Sialelli, rejuvenesceu notoriamente a sua imagem, contando com musas como Ariana Grande e Paris Hilton. Recentemente, juntou-se ao rapper americano Offset para lançar uma colaboração com a marca de streetwear californiana Gallery Departement, de Josué Thomas.

A marca de meias e lingerie austríaca Wolford, também adquirida em 2018, foi a locomotiva do grupo com um volume de negócios de 109 milhões de euros em 2021, que aumentou 15% no ano passado, obtendo o seu melhor resultado bruto operacional em dez anos, observou a empresa sem especificar números. A marca expandiu a sua visibilidade graças a colaborações no ano passado com a marca de calçado Amina Muaddi e este ano com Alberta Ferretti e GCDS. A sua linha de athleisure “The W”, lançada em 2019, continua tendo um sucesso considerável e constitui, segundo o Lanvin Group, uma nova alavanca de crescimento para a Wolford.
 
A empresa prevê para 2022 “resultados ainda melhores, apoiados pelos sólidos fundamentos do mercado europeu e pela aceleração da dinâmica dos mercados norte-americano e asiático”, disse Joann Cheng, CEO do grupo. “O grupo procura igualmente se beneficiar dos seus parceiros estratégicos e novos parceiros para explorar o potencial de novos mercados, incluindo o Médio Oriente e o Sudeste Asiático, e adquirir empresas que complementem o seu portfólio de marcas existente."

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