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Lacoste: Louise Trotter, uma escolha coerente para a direção artística

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 12 de out de 2018
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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Quem diria que Louise Trotter seria escolhida para a direção artística da Lacoste? Digamos que, para muitos observadores, seu nome nem constava entre os possíveis candidatos. Era esperado alguém com experiência em esportes, roupas esportivas ou até mesmo algum nome mais conhecido. No entanto, Louise Trotter, que passou nove anos na direção de arte da Joseph foi a escolhida para a direção artística da marca francesa, e é a primeira mulher ocupar o cargo.


Louise Trotter, nova diretora artística da Lacoste

Se alguns enxergam a Lacoste como a marca que foi impulsionada por Felipe Oliveira Baptista, é preciso lembrar que o estilista precisou de várias temporadas para se estabelecer e trazer uma nova imagem mais contemporânea e "sexy" para a marca, inserindo-a no cenário ultra competitivo da moda. Assim como Christophe Lemaire, para quem ele trabalhou como assistente de sua marca, antes de se tornar estilista da Lacoste, Felipe Oliveira Baptista é uma personalidade discreta, adepto de certa sobriedade. Atribuições que também podem ser usadas ​​para descrever Louise Trotter.

A estilista britânica iniciou a sua carreira do outro lado do Atlântico, na Calvin Klein, e depois trabalhou na Gap como vice-presidente de design e de desenvolvimento de produtos da coleção feminina, antes de ser nomeada vice-presidente sênior e diretora de criação da linha high-end, H Hilfiger. De volta à Grã-Bretanha, ela foi diretora de criação da marca high-end Jigsaw e, pouco depois de ingressar na Joseph's, Louise Trotter se mudou para Paris, onde está baseado o estúdio de criação da marca.


Joseph

Sua passagem pela Joseph foi elogiada pelos varejistas e pela imprensa. Louise Trotter contribuiu, de fato, para o crescimento internacional da marca. Com ela, a Joseph deu seus primeiros passos na Semana da Moda de Londres com desfiles a partir do outono-inverno de 2014-2015, algo que não estava destinado a ser reproduzido nas temporadas seguintes, mas em face do sucesso, a direção decidiu dar continuidade. Algumas temporadas depois do primeiro desfile feminino, Louise Trotter também lançou a moda masculina da Joseph, e contratou um responsável pela coleção masculina, Francesco Muzi, ex-diretor de criação da Z Zegna, que também trabalhou na moda masculina da Jil Sander. Um desenvolvimento que também encontrou sua clientela.

Louise Trotter criou coleções que foram além do um bom e belo básico para a Joseph. Ela também deu sua interpretação de um estilo apurado e contemporâneo inspirado, entre outros, pela alfaiataria e arquitetura. Sua adaptabilidade e seu gosto por materiais finos, detalhes, cortes e os clássicos do guarda-roupa, desde malhas finas, camisas atemporais, calças elegantes e casacos envolventes, foram aparentemente decisivos para a Lacoste. Por isso, a marca fez uma escolha relevante que vai projetar a Lacoste em uma nova era que pode atender à demanda por uma moda usável e desejável. Em um momento em que algumas mídias criticam a nova imagem Celine criada por Hedi Slimane, muito distante do estilo construído por Phoebe Philo, os nostálgicos da era Philo, mas também do auge de Helmut Lang, Jil Sander, e Martin Margiela, devem monitorar as próximas coleções de Louise Trotter para a Lacoste.
 

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