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La Perla se prepara para despedir mais de uma centena de trabalhadores

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 27 de jun de 2019
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access_time 2 Minutos
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Após alguns anos de calmaria, a La Perla está novamente diante de um significativo plano de redução de pessoal, envolvendo de 100 a 120 funcionários que trabalham na sede e nos ateliers da histórica marca italiana de lingerie de alta gama em Bolonha. Um número que representa um quarto da força de trabalho de 430 pessoas. Os sindicatos proclamaram imediatamente uma greve de 16 horas.


A produção italiana da La Perla está ameaçada por um plano de despedimentos - laperla.com


Nenhum plano industrial acompanha este anúncio, sublinham os sindicatos. A administração da empresa revelou apenas nesta nota, citada pela imprensa italiana, que a empresa "iniciou um plano de reorganização que prevê a racionalização de funções não relacionadas com a produção direta". Uma operação que "se tornou necessária para garantir a continuidade das atividades de produção em Bolonha".
 
A empresa reforçou que "o plano de reorganização é necessário e não pode ser adiado para trazer de volta ao equilíbrio uma gestão operacional da empresa que passa por dificuldades há 20 anos".

Desde que foi vendida pela família fundadora Masotti em 2007 ao fundo de investimento americano JH Partners, a casa fundada em 1954 nunca mais se conseguiu relançar, apesar dos inúmeros investimentos realizados, afetada pela concorrência cada vez maior e penalizada pelo aumento dos custos de produção na Itália e por uma má gestão.

Adquirida por Silvio Scaglia em 2013 através da sua holding Pacific Global Management, após ter sido colocada em procedimento de concordata preventiva junto do tribunal de Bolonha, a marca passou em fevereiro de 2018 para as mãos do grupo de investimentos Sapinda, pertencente ao polémico financeiro alemão Lars Windhorst, que tem no currículo duas falências e se envolveu recentemente com o fundo britânico H2O, afetado por problemas de liquidez.
 
Segundo o Financial Times e o Business Insider, os atuais retrocessos da marca de lingerie, cujas contas já eram críticas em 2017, estarão também ligados, em parte, aos investimentos do seu novo acionista.

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