LVMH alcança progressão de 10% nas vendas no terceiro trimestre

Paris, 9 de outubro de 2018 (AFP) - Numero um mundial do luxo, o grupo LVMH manteve o seu ímpeto no terceiro trimestre, com as vendas a progredirem 10%, enquanto a ameaça de uma desaceleração na China pesou sobre todo o setor devido às tensões comerciais com os Estados Unidos.


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Louis Vuitton - primavera-verão 2019 - Moda Feminina- Paris - © PixelFormula

O grupo de Bernard Arnault, a primeira empresa do CAC 40 a apresentar o seu volume de negócios trimestral, revelou na terça-feira ter ganho 11,38 bilhões de euros em vendas, o que representa um crescimento de 10% reportado como crescimento orgânico durante um ano.
 
Este “desempenho continua com as tendências registradas no primeiro semestre e todos os grupos empresariais contribuíram para o mesmo", disse num comunicado a LVMH, que realizará na quarta-feira uma teleconferência com analistas do setor.
 
O volume de negócios trimestral está em linha com o consenso compilado pelas agências FactSet e Bloomberg, que haviam projetado, respectivamente, 11,42 e 11,26 bilhões de euros.

O crescimento orgânico das vendas do grupo mostra, no entanto, um ligeiro abrandamento, após ter progredido 13% no primeiro trimestre e 11% no segundo trimestre.

Nos primeiros nove meses do exercício, a LVMH obteve vendas de 33,1 bilhões de euros, o que representa um crescimento orgânico de 11%.
 
A LVMH perdeu há poucos dias o título de maior valor do CAC 40. O grupo havia conquistado em maio de 2017 o primeiro lugar da capitalização bolsista à gigante Total, que está de novo na frente particularmente devido a preocupações que pesam sobre todo o setor de luxo, relacionadas com uma possível desaceleração na China no âmbito de crescentes tensões comerciais com os Estados Unidos.

A Ásia (excluindo o Japão) é o maior mercado da LVMH e representa 31% das vendas totais do grupo. Esta zona geográfica conta com perto de 1.200 lojas e mais de 31 mil funcionários.
 
Durante o terceiro trimestre, a divisão de Moda e Artigos de Couro, locomotiva do grupo graças à gigante Louis Vuitton, viu as suas vendas saltarem 14% (em dados orgânicos) para 4,45 bilhões de euros.
 
O segundo pilar do grupo, o Varejo Seletivo (que inclui a Sephora) registrou um volume de negócios de 3,219 bilhões, uma progressão de 5%.
 
Quanto aos Vinhos e Bebidas Espirituosas, as vendas alcançaram 1,3 bilhões (+ 7%), enquanto os Perfumes e Cosméticos totalizaram 1,53 bilhões (+10%).

Traduzido por Estela Ataíde

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