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Estela Ataíde
Publicado em
15 de fev. de 2018
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Kering vai manter 15,85% das ações da Puma durante pelo menos seis meses

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
15 de fev. de 2018

“Com a Artémis, pretendo acompanhar a Puma a um prazo relativamente longo, como fiz mantendo-me como acionista da Fnac”. François-Henri Pinault deu algumas informações sobre a sua abordagem relativamente ao futuro da Puma no final da apresentação dos resultados da Kering.


Ações da Puma serão "oferecidas" aos acionistas da Kering - Photo: Puma


O grupo francês decidiu tornar-se um “pure player do luxo” e, após ter anunciado o seu projeto para se separar da marca esportiva há algumas semanas, aproveitou a apresentação dos seus resultados para detalhar o processo que levará a cabo.
 
A Kering, que através de uma das suas subsidiárias dispõe de 86,25% das ações em circulação da Puma, decidiu conservar 15,85% das mesmas e distribuir o restante pelos acionistas. “Além da distribuição de um dividendo ordinário anual de 6 euros por ação, será proposto aos acionistas da Kering, por ocasião da assembleia geral, em 26 de abril de 2018, que se pronunciem sobre uma distribuição excecional de 10 523 276 ações da Puma (das 12 891 834 ações da Puma atualmente detidas pela Kering) pelo montante de 1 ação Puma por cada 12 ações Kering detidas”, explicou o grupo num documento de referência. O pagamento será feito em 16 de maio, de acordo com a cotação em bolsa da ação da Puma na Bolsa de Frankfurt.

A Artémis, a holding da família Pinault, que detém 40,9% da Kering, anunciou que irá conservar 29% das ações da Puma. O capital circulante passará para 55%, contra os 14% atuais.
 
O objetivo é, claramente, assegurar o futuro da marca e das ações. E durante a apresentação anual dos resultados da Kering, Jean-François Palus, vice-presidente executivo do grupo, dedicou algum tempo a detalhar as forças da Puma. O responsável sublinhou a recuperação que ocorreu ao longo dos últimos anos pelas equipes de Bjorn Gulden. “Esta trajetória traduz-se numa forte progressão do volume de negócios, de 39% entre 2013 e 2017, e numa multiplicação por 3,9 do resultado operacional”, indicou. “Assim como o aumento de dois bilhões da capitalização em bolsa durante este período.”

Jean-François Palus enumerou os modelos com melhores resultados da marca e as estrelas da música e/ou das redes sociais. O executivo apresentou também o potencial de crescimento da Puma, que está “posicionada para ter um forte desempenho a curto e médio prazo”. A marca, que realiza 80% da sua atividade através das vendas por atacado, pode desenvolver a sua rede de marca e apoiar-se na sua nova plataforma de e-commerce para desenvolver este canal de distribuição.

A perspectiva de uma melhoria da margem operacional da Puma, que é de 5,9% em 2017, deve também ser um argumento para convencer os acionistas da Kering a validar o projeto do grupo. O pagamento de um dividendo de 12,5 euros por ação irá render 162 milhões de euros à Kering. Além disso, o grupo afirmou que “com base no preço da ação da Puma no momento de encerramento da bolsa em 29 de dezembro de 2017, o ganho de capital consolidado seria de 325,5 milhões de euros antes de impostos e de 316,2 milhões de euros após impostos”. Este valor é, aproximadamente, o montante investido pela PPR para comprar a marca em 2007.
 
O acordo estipula que a Kering se compromete a conservar as suas ações durante seis meses e que a Artémis as manterá por pelo menos um ano.  A título indicativo, a Kering saiu da Fnac em 2013, mas a Artémis apenas vendeu as suas ações na Fnac-Darty no verão de 2017. 

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