Kering estende licença-paternidade para 14 semanas

O grupo de luxo Kering anunciou em comunicado na terça-feira (10) que seus aproximadamente 35.000 funcionários ao redor mundo, homens e mulheres, terão licença de 14 semanas totalmente pagas pelo grupo de luxo após o nascimento ou adoção de um filho.


François-Henri Pinault - AFP

Desde 2017, o grupo, que está presente em quase 50 países, concede a seus funcionários 14 semanas pagas em caso de licença-maternidade ou adoção, e cinco semanas em caso de licença-paternidade.

A partir de 1º de janeiro de 2020, a Kering "estenderá a licença-paternidade de todos os seus funcionários ao redor do mundo para 14 semanas. Agora, com a licença-paternidade, todos os pais, sem exceção, e qualquer que seja sua situação pessoal, terão uma licença 100% paga por 14 semanas após o nascimento ou adoção de um ou mais filhos”, afirmou a empresa.

O grupo de François-Henri Pinault, que mencionou no comunicado uma "política parental pioneira", não discutiu suas disposições. No entanto, elas são mais favoráveis ​​do que a grande maioria da legislação existente no mundo para homens ou em caso de adoção. Por exemplo, na França, os pais têm licença de nascimento de 3 dias e licença de paternidade de 11 dias. A licença por adoção concede 10 semanas, que podem ser compartilhadas entre os pais.

A Kering disse que deseja "promover um melhor equilíbrio entre vida profissional e trabalho, bem como salários iguais para homens e mulheres, independentemente de sua situação pessoal”. 

“Ao harmonizar os direitos dos pais, garantimos não apenas que todos os nossos funcionários tenham os mesmos direitos e dediquem a mesma quantidade de tempo às suas famílias, mas também favorecemos as mulheres no local de trabalho. Agora, homens e mulheres terão o direito de tirar um período prolongado de licença”, acrescentou Béatrice Lazat, diretora de Recursos Humanos da Kering. A licença deverá ser tirada nos seis meses seguintes ao nascimento do bebê.

Do número total de funcionários da Kering, 60% são mulheres. A participação é de 51% entre os cargos de gestão, 31% no comitê executivo e 60% no conselho de administração. A Kering disse que "tem como objetivo alcançar a igualdade de gênero e a igualdade salarial em todos os níveis e sua estrutura até 2025".

Em 2018, a empresa faturou 13,7 bilhões de euros.
 

Traduzido por Novello Dariella

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