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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
17 de fev. de 2022
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Kering e Hermès podem seguir Louis Vuitton e aumentar preços

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Reuters API
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
17 de fev. de 2022

Após uma série de aumentos em 2021 e 2020, o aumento nos preços pode voltar a ser um motor chave do crescimento das receitas das marcas de luxo em 2022. Louis Vuitton – a maior marca de luxo do mundo – disse na terça-feira (15 de fevereiro), que  aumentaria seus preços a nível mundial a partir de quarta-feira (16) devido ao aumento dos custos de fabricação e transporte, e agora Kering e Hermès podem seguir os seus passos.


A Balenciaga, que pertence a Kering, já aumentou os preços no início de janeiro na China - Reuters

 
Os consumidores saíram do confinamento ansiosos por gastar o seu dinheiro em moda de luxo e acessórios após meses de aprisionamento em casa devido à pandemia. As empresas estão aproveitando esse poder de compra para tornar os seus produtos ainda mais caros e exclusivos.
 
Os bloggers da plataforma chinesa de redes sociais e e-commerce, Xiaohongshu (conhecido na indústria como Little Red Book), preveem aumentos nos preços da Gucci, impulsionadora do lucro da Kering já na sexta-feira (18). A pequena bolsa Marmont da Gucci, que custa atualmente 16.500 yuan (2.602 dólares ou 2.285,96 euros), aumentou cerca de 3%, enquanto outros acessórios da Gucci podem subir 10% a 15%.

A marca  Balenciaga, da Kering, já aumentou os preços no início de janeiro na China, de acordo com o site Xiaohongshu. O custo das bolsas de Ampulheta da marca, nos tamanhos small e extra small, por exemplo, aumentou 3,5% e 4%, para 17.500 yuan (2.761,52 dólares ou 2.426,11 euros) e 11.550 yuan (1.822,60 dólares ou 1.601,23 euros), respectivamente.
 
A Kering recusou-se a comentar, notando que está num período fechado antes da publicação de seus ganhos anuais. A Hermès disse à Reuters que irá, provavelmente, abordar a questão dos preços quando apresentar os seus resultados na sexta-feira e negou que já teria aumentado os preços no mês passado.
 
A Chanel triplicou os preços de algumas das suas bolsas mais cobiçadas no ano passado, com a sua pequena bolsa clássica a custando agora cerca de 8.200 dólares (7.204,04 euros), ou 60% a mais do que em 2019.
 
"Este ano é suscetível de trazer um círculo virtuoso de poder de fixação de preços e de desejo de marca", disse em uma nota aos clientes o banco global britânico HSBC fundado em 1865 em Hong Kong.
 

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