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Novello Dariella
Publicado em
3 de fev de 2020
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Kering anuncia ter reduzido suas emissões de CO2 em 36% em três anos

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
3 de fev de 2020

Após o lançamento do Fashion Pact em agosto do ano passado, um pacto que reúne empresas têxteis e de vestuário com o objetivo de promover uma moda mais sustentável, o grupo de luxo Kering fez um balanço de seu progresso em relação aos objetivos estabelecidos.


O grupo rastreia 88% de suas "principais matérias-primas”. - Kering


Depois de lançar um primeiro plano de ação para 2012-2016, focado no meio ambiente por meio de sua conta de ganhos e perdas ambientais "EP&L" (Environmental Profit and Loss), a empresa, proprietária de marcas como Gucci, Saint Laurent e Balenciaga, ampliou seu campo de visão. Em janeiro de 2017, a Kering publicou sua nova estratégia, acrescida de uma dimensão social.

A empresa estabeleceu a meta de reduzir sua pegada ambiental em 40% e suas emissões de CO2 em 50% até 2025 em relação a 2015, enquanto torna suas matérias-primas totalmente rastreáveis.

Três anos depois, qual o resultado? No relatório de progresso publicado na quinta-feira (30), a empresa liderada por François-Henri Pinault afirmou ter reduzido seus “impactos ambientais globais” em 14% e suas emissões de gases de efeito estufa em 36% entre 2015 e 2018. Em particular, a intensidade das emissões de gases de efeito estufa vinculadas a suas lojas e outros estabelecimentos em todo o mundo teriam diminuído 77% no mesmo período.

O grupo anunciou que agora utiliza 67% de energia renovável em todas as suas atividades. Uma taxa que atinge 100% em sete países e 78% na Europa.

Além disso, a Kering, que estabeleceu padrões relacionados a matérias-primas e processos de fabricação que formalizam as melhores práticas em termos de proteção ambiental, animal e social, informou que os requisitos definidos nesses padrões estão sendo implementados em 68% dos fornecedores do grupo.

Menos de um terço do algodão usado é orgânico

A Kering afirmou já ter atingido 100% do suprimento de ouro "responsável" para seus relógios e joias, enquanto a participação de algodão orgânico nas coleções é de 30%.

O grupo francês de luxo, que tem cerca de 35.000 funcionários em todo o mundo e gerou receita de 13,7 bilhões de euros em 2018, também afirma ser uma das empresas com mais mulheres no CAC 40. As mulheres representaram 55% dos seus gestores em 2019, 63% de sua força de trabalho total, 33% dos membros do comitê executivo e 60% do conselho de administração.

"O relatório de progresso do desenvolvimento sustentável que compartilhamos hoje reflete conquistas muito encorajadoras, alinhadas com a rota da Kering para 2025, mesmo que ainda haja um longo caminho a percorrer, e estamos muito conscientes", disse Marie-Claire Daveu, Diretora de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Institucionais Internacionais da companhia.

Em seu último relatório 2020 Predictions Report decoding the next decade of change (Relatório de previsões de 2020: decodificando a próxima década de mudança), a Positive Luxury, que promove práticas mais éticas e sustentáveis, destaca a conscientização sobre a emergência climática entre empresas de bens de consumo.

Segundo o relatório, as preocupações ambientais definem efetivamente a agenda da moda. Diferentes cidades, Semanas da Moda e outros estilistas estão tomando medidas para reduzir sua pegada de carbono, e várias empresas do setor, incluindo Kering e LVMH, seguem nessa direção. Os autores do relatório também destacam o papel decisivo das novas gerações de consumidores que estão pressionando a indústria do luxo em termos de compromissos ecológicos.

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