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Kenzo: uma moda mais gentil e benevolente

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 25 de jun de 2018
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access_time 2 Minutos
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Em uma semana dominada por imagens de crianças sendo brutalmente separadas de seus pais e mantidas presas no Texas, a temporada de moda masculina de Paris terminou de forma instrutiva, com uma coleção criada por dois designers americanos, ambos filhos de imigrantes, e cujo tema central foi a benevolência (Kindness). Sem Ugly Americans.
 

Kenzo - primavera-verão 2019 - Moda Masculina - Paris - Photo: PixelFormula


O convite de Kenzo para o desfile de domingo à noite chamava cada espectador a "se unir para celebrar a apresentação da primavera-verão". Ele também continha um headband com a inscrição "Kindness", e o desenho de um dragão chinês e uma fênix. Além disso, o desfile foi apresentado na Maison de la Mutualité, uma sala de concertos usada por muitas gerações para manifestações políticas e debates sobre direitos humanos.

Um cenário apropriado para um desfile misto, que começou com uma banda marchando em meio à platéia, que ficou empoleirada em bancos redondos ao longo de corredores circulares. No teto, enormes cestos de orquídeas e flores exóticas subiam e desciam ao longo do desfile, iluminados por vários lasers. Para os homens - já que esta foi oficialmente uma temporada masculina - alguns costumes em algodão, com listras múltiplas ou em tons monocromáticos ácidos, com blazers e calças com proporções gigantescas. Nota de moda, a calça larga de pregas duplas é agora quase que um item obrigatório para o homem que quer estar na moda, exceto talvez aqueles que têm a sorte de ter pernas finas como Mick Jagger. Estas foram muitas vezes fabricadas em malhas nobres, com motivos de fênix e dragão.

Para as senhoras, túnicas de pele de cobra falsa e trench coats com cinto; vestidos de seda adornados com renda preta; jaquetas em crepe preta e e alguns terninhos realmente bem sucedidos feitos do mesmo algodão listrado que os da coleção masculina. Ao fundo, na trilha sonora, a música do Hypnotic Brass Ensemble, um grupo composto inteiramente por músicos negros, outro exemplo do que a dupla de designers da Kenzo, Carol Lim e Humberto Leon, chama de reunir "as várias tribos e subculturas que cruzamos todos os dias das nossas vidas".

Em resumo, uma coleção inteligente e sábia, com uma mensagem inclusiva. Preparada bem das atrocidades na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Mas apesar de ter sido apenas um desfile de moda, esta evento também conseguiu trazer um discurso de respeito pela humanidade, com a moda desempenhando assim um pequeno papel na luta incessante pela justiça entre as pessoas. Quebrando as barreiras, ao invés de construí-las.

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