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Publicado em
5 de out de 2020
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Kenzo Takada morre em Paris aos 81 anos vítima de COVID-19

Por
EFE
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5 de out de 2020

O designer japonês Kenzo Takada, fundador da marca Kenzo em 1970, morreu aos 81 anos, no domingo (4), em Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Paris, com uma complicação de saúde após ter contraído COVID-19, informou um porta-voz da sua marca de decoração K3.


O eterno sorriso de Kenzo Takada - Masaru Mizushima


O criador, um dos primeiros japoneses a deixar a sua marca na moda internacional, ainda hoje ativa no seio do grupo LVMH, morreu no hospital americano em Neuilly, a poucos quilómetros da capital francesa.

Conhecido por usar sempre óculos pretos e um corte de cabelo "garçon", o qual adotou nos últimos anos enquanto ainda mantinha um estilo muito jovem, Kenzo se desligou de sua empresa em 1999, depois de ter construído um império que vai desde vestuário a perfumes e produtos de beleza.

O estilista popularizou as estampas gráficas e florais que ainda hoje definem a identidade da marca, dona de um estilo colorido e urbano, e dirigida desde julho de 2019 pelo estilista português Felipe Oliveira Baptista.

"Adeus mestre. Foi com grande tristeza que soube do falecimento do Sr. Kenzo Takada. A sua incrível energia, gentileza, talento e sorriso foram contagiosos. O seu espírito afável viverá para sempre", escreveu repetidas vezes, Oliveira Baptista, em seu Instagram, juntamente com fotos do Kenzo ainda jovem.


Kenzo Takada fotografado em1981 para a revistaElle,por Oliviero Toscani


Embora a sua marca tenha sido deixada ao grupo de Bernard Arnault, LVMH, Kenzo continuou  servindo como consultor criativo em muitas vertentes da sua marca, apesar de não ter estado presente no último desfile da maison, na sexta-feira (2), em Paris, por já estar muito doente.

"Eu era um grande fã da sua marca quando começou. Era um grande designer. Estou muito triste. Era um grande homem", disse o presidente e diretor executivo da LVMH, Sidney Toledano, à revista WWD.

Nascido em 1939, em Himeji cidade ao sul do Japão que poderia passar em branco se não fosse o seu imponente castelo branco, o maior do Japão e um dos poucos preservados de origem , Kenzo tem presidido ao altar da moda nos últimos 50 anos devido ao seu legado na indústria.

Depois de se formar na Bunka Fashion Collegue Tokyo, mudou-se para Paris em 1964, onde começou a sua carreira, vendendo esboços a grandes estilistas.


Look Kenzo da coleção para a primavera-verão 2021, apresentadoa semana passadano desfile da Semana da Moda de Paris - © PixelFormula


Apresentou o primeiro desfile de moda em 1970 na recém-inaugurada loja Galerie Vivienne, dedicada ao vestuário feminino e originalmente chamada "Jungle Jap". Mais tarde, deu-lhe o seu nome popular.

Passados 13 anos, acrescentou uma linha masculina à sua marca e, pouco depois, incluiu perfumes e decoração.

As estampas coloridas, o espírito multicultural e uma certa alegria que introduziu na moda com os espetaculares desfiles, continuam sendo um exemplo para novos e veteranos estilistas.

No ano passado, celebrou o 80.º aniversário na capital francesa, com uma festa em que o código de vestuário era o ouro, e onde mostrou o seu desejo de continuar se divertindo.

Em janeiro deste ano, criou a K3, uma empresa de design de interiores de luxo, na qual estava agora plenamente envolvido.
 

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