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31 de jul. de 2019
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Joanna Pascowitch fala sobre as parcerias com instituições sociais da sua grife Gaitee

Publicado em
31 de jul. de 2019

Foi no fim de 2016 que Joanna Pascowitch abriu sua marca Gaitee, inspirada na palavra francesa "gaité", que significa felicidade, alegria. Com esses conceitos em mente, ela vem buscando construir peças com modelagens fluidas e bem atemporais, levando alegria não só para suas consumidoras, mas para quem precisa por meio de diversas parcerias com instituições sociais. 


Gaitee escolheu a ilha de Panarea, na Sicília, como cenário da campanha de primavera-verão 2019/2020. - Alessandro Giaco / Divulgação



A mais recente delas foi concretizada na nova coleção, fotografada na Itália. Entre as peças há camisetas pintadas à mão ou bordadas por senhoras. Além de favorecer a ocupação na terceira idade, a renda da venda desses modelos será
revertida para a ong "Amor Horizontal", fundada pela empresária Carol Celtico.
Outra iniciativa da marca vem do aproveitamento de retalhos de tecidos da produção, que são convertidos em charmosos turbantes, dos quais todo o lucro é doado à ONG "Acredite", que cuida de 1300 crianças que sofrem de reumatismo.

Em entrevista ao Fashion Network, Joanna fala sobre o posicionamento da marca e as expectativas de crescimento:

Vocês percebem de fato esta preocupação do consumidor, de procurar marcas com propósito?

Joanna Pascowitch:
A nossa iniciativa sai "na frente" até mesmo da chamada conscientização do consumidor.  É uma preocupação nossa e acreditamos ser um caminho necessário. Os clientes "apreciam" essa preocupação da marca e começam pouco a pouco a se conscientizarem sobre a questão do meio ambiente no âmbito da moda. Desde o início da Gaitee, pensamos, por exemplo, sobre desperdício e estoques altos, nascemos com o propósito de ter o mínimo desperdício possível. Hoje, os consumidores - os nossos, principalmente - privilegiam bons materiais, coleções atemporais e com qualidade, ou seja, querem peças atemporais e que não se tornem descartáveis (leia-se fast fashion).  

Como são fechadas essas parcerias? A cada coleção vocês escolhem ONGs ou pensam quais parceiros fazem mais sentido para este momento?

Joanna Pascowitch:
Acreditamos e percebemos a necessidade das marcas de se preocuparem com a questão social e sustentável. Foi assim que surgiu a ideia dos turbantes e headpieces, produzidos com as sobras e retalhos de tecidos, e confeccionados por costureiras de meia idade, onde 100% do lucro é revertido para ONG Acredite. Queremos manter a colaboração com a Acredite e, sempre que possível, realizar projetos com novas ONGs. A próxima parceria será com a fundação Amor Horizontal, que faz um lindo trabalho levando carinho e produtos de necessidade básica para crianças em São Paulo. Para a próxima coleção, estamos buscando tecidos sustentáveis e parceiros nesse setor. 

Como estão os planos de expansão de vocês? Há projetos de venda no exterior ou de abertura de novas lojas?

Joanna Pascowitch:
Nós temos um ateliê em São Paulo, onde atendemos com hora marcada. Não acreditamos no conceito de uma marca gigante com lojas espalhadas por todos os lugares, propomos um produto de qualidade, de baixa escala. Queremos exportar sim, mas ainda estamos estudando o melhor caminho. Nossa meta para este ano é nosso e-commerce, que será lançado agora em agosto. 

E quanto às vendas online? Elas já são um canal significativo de vendas para vocês ou a loja física ainda vende mais?

Joanna Pascowitch:
Atualmente, 20% das nossas vendas se iniciam on-line, através de Instagram e WhatsApp. Acreditamos na venda online, mas o cuidado e o contato com o consumidor final ainda é extremamente necessário. 

Como surgiu a ideia de fotografar a nova coleção na Itália? 

Joanna Pascowitch:
Foi pela vontade de termos uma experiência cultural e a possibilidade de mostrar nosso produto em outros países. 

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