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12 de jul. de 2022
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Jean Paul Gaultier: "A moda é como o cinema, ambos refletem a sociedade"

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EFE
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12 de jul. de 2022

O designer Jean Paul Gaultier capta em uma exposição em cartaz no CaixaForum em Barcelona até 23 de outubro a sua visão sobre a relação entre moda e cinema, duas disciplinas que, segundo ele, “refletem o que acontece na sociedade”.


Jean Paul Gaultier - Primavera/ Verão 2020 - Alta Costura - Paris - © PixelFormula


Gaultier apresentou na segunda-feira (12) no Caixaforum Barcelona, ​​juntamente com a cinéfila da Cinémathèque française, Florence Tissot, e a diretora geral adjunta da Fundação "la Caixa", Elisa Durán, a exposição "Cinema e Moda. Por Jean Paul Gaultier" , que propõe uma viagem eclética por essas disciplinas artísticas do ponto de vista do designer e cinéfilo.

A exposição apresenta novidades em relação às que foram exibidas anteriormente em Madri e Paris e conta com 8 novas peças, entre as quais uma roupa de Gaultier inspirada no filme "Mad Max" e o guarda-roupa de Rossy de Palma do último desfile de Gaultier, bem como como um vestido metálico Balenciaga.

Além disso, o estilista quis homenagear o cinema e a moda da Espanha com referências a 20 novos filmes que não fizeram parte da mostra em Paris, e com menções a nomes como Pedro Almodóvar, Rossy de Palma e Antonio Banderas, e com a presença de desenhos de marcas como Balenciaga e Paco Rabanne.

Gaultier revelou que é um "grande admirador de Almodóvar" desde que os dois trabalharam juntos pela primeira vez no filme "A Pele que Habito" (2011). Confessou ainda que Almodóvar é um dos diretors com quem mais gostou de trabalhar.

A exposição da qual Gaultier é co-curador e diretor artístico, realizada em colaboração com a Cinémathèque française e a CaixaForum, é composta por mais de 100 peças de vestuário e 70 figurinos, acompanhados de 125 representações gráficas e fragmentos de 90 filmes.

"Cinema e Moda. Por Jean Paul Gaultier" também reúne peças de designers como Coco Chanel, Pierre Cardin e Sybilla, além de vestidos lendários usados ​​por figuras do cinema e do entretenimento como Sharon Stone, Grace Kelly, Madonna, Grace Jones e Catherine Deneuve.

O "enfant terrible" da moda destacou a importância de ícones como Brigitte Bardot e Marlon Brandon, que revolucionaram e desconstruíram com sua "sensualidade e sensibilidade" os arquétipos femininos e masculinos abordados na exposição.

A exposição está dividida em cinco áreas. Uma delas analisa a criação e evolução dos arquétipos masculinos e femininos no mundo da moda e do cinema, procurando destacar o empoderamento feminino e "a mulher forte e combativa que luta e não se preocupa em mostrar as pernas", disse Gaultier.

Outra sala, "Falbalas", é dedicada ao filme de Jacques Becker, que foi decisivo para que ele se tornasse estilista, pois o drama sobre uma casa de alta costura o fez perceber que, para ele, fazer moda "era fazer um desfile como aquele do filme".

Por esse motivo, Gaultier dedicou a exposição à memória de sua amiga e diretora de cinema, Tonnie Marshall, filha da atriz Micheline Presle, que apareceu em "Falbalas", filme que foi sua verdadeira "escola de moda".

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