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Estela Ataíde
Publicado em
10 de fev. de 2022
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Japonesa Shiseido divulga previsões prudentes para 2022

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
10 de fev. de 2022

O grupo cosmético japonês Shiseido apresentou na quarta-feira (9) previsões modestas de lucros para o seu exercício de 2022 devido ao “impacto prolongado” da Covid-19 na sua atividade no Japão e na China, seus dois principais mercados.


Campanha da marca Shiseido - DR


A Shiseido espera um ligeiro declínio do seu lucro líquido este ano, para 40 bilhões de ienes (303 milhões de euros à taxa atual),  ante os 42,4 bilhões de ienes de 2021, após uma perda de 11,7 bilhões de ienes em 2020 devido à pandemia, indica em comunicado. Por outro lado, o grupo prevê um aumento no seu lucro operacional para 60 bilhões de ienes em 2022, em comparação 41,6 bilhões de ienes no ano passado, quase o triplo do que em 2020.
 
Este ano, as suas vendas devem subir para 1.100 bilhão de ienes (8,3 bilhões de euros), pouco melhor que os 1.035 bilhão de ienes em receita gerada no ano passado (+12,4% em um ano). A Shiseido citou "o impacto prolongado da Covid, incluindo as variantes" e os riscos para o seu negócio da recuperação tardia do mercado japonês e os recentes novos confinamentos na China, um país que continua a aplicar uma estratégia zero Covid.

Japão e China responderam por 53% das vendas globais da Shiseido no ano passado. As vendas no Japão, onde o consumo continua lento e onde os turistas estrangeiros ainda são proibidos devido à Covid-19, caíram 1,4% no ano passado, mas recuperaram 19% na China, em perímetro constante.
 
Para se emancipar do peso da China e se fortalecer noutros mercados, Masahiko Uotani, CEO da Shiseido, explicou em outubro de 2021 ao jornal Financial Times que estava considerando adquirir marcas de cuidados com a pele na Europa, EUA, India e África. 
 
Além disso, em 2021, as vendas da Shiseido aumentaram 30% na região das Américas e 17% na região EMEA (Europa-Médio Oriente-África). No travel retail (vendas em locais de transporte, como aeroportos), o aumento foi de 18%. Este segmento é importante para o grupo japonês, uma vez que diz respeito principalmente à venda de produtos de prestígio, ambiente no qual a Shiseido quer concentrar-se tendo em vista o cuidado da pele, um setor dinâmico. 

No ano passado, a Shiseido vendeu o seu negócio de produtos de higiene e beleza ao fundo de investimento CVC. Uma venda que provavelmente também a salvou de sofrer uma perda líquida pelo segundo ano consecutivo. Em agosto de 2021, a filial americana do grupo separou-se, por sua vez, das marcas de maquiagem Buxom, BareMinerals e Laura Mercier. Estas foram vendidas para a AI beauty Holdings Limited, uma nova estrutura formada pela empresa Advent International.
 
No seguimento destes resultados, a Shiseido anunciou uma nova venda: a das suas atividades de produtos profissionais para salões de beleza no Japão e em outros locais na Ásia, que será entregue à alemã Henkel pelo equivalente a 93 milhões de euros.
 
Com AFP

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