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Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
29 de mar. de 2019
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J. Crew recorre novamente aos advogados para reestruturar sua dívida

Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
29 de mar. de 2019

A empresa americana de vestuário, J. Crew Group, contratou advogados de reestruturação pela segunda vez para explorar opções para retrabalhar suas dívidas, enquanto enfrenta a queda nas vendas, disseram pessoas familiarizadas com o assunto na quinta-feira (28).


A varejista de Nova York está nos estágios iniciais da exploração de opções para sua dívida, que pode incluir um refinanciamento.


A decisão da empresa de buscar ajuda para solucionar sua dívida mais uma vez ressalta os desafios comerciais persistentes que a J. Crew enfrenta apesar dos recentes esforços de recuperação e reestruturação financeira. O aumento nos preços de suas roupas fez com que a marca perdesse compradores, e ela também enfrenta a concorrência de empresas de comércio eletrônico como a Amazon.com.

Nas últimas semanas, a varejista de roupas formais recrutou advogados de reestruturação da Weil, Gotshal & Manges LLP, o escritório de advocacia que ajudou a negociar um exercício de endividamento anterior para a empresa e, mais recentemente, dirigiu a Sears Holdings Corp através do processo de falência, disseram as fontes. Os advogados da Weil com experiência me mercados de capital e fusões e aquisições também estão envolvidos nas discussões com J. Crew, segundo uma das fontes.

A J. Crew, que se tornou privada em 2011 pela TPG Capital e pela Leonard Green & Partners em uma aquisição de aproximadamente 3 bilhões de dólares, também está entrevistando especialistas em reestruturação em bancos de investimento, disseram as fontes.

Em um comunicado à Reuters na quinta-feira, a empresa não mencionou diretamente se entrou em contato advogados de reestruturação, mas disse que está "avaliando e executando oportunidades para reforçar o balanço da J. Crew" e que sua principal prioridade neste ano é fazer com que sua principal marca volte a ser rentável e sustente o impulso para seu negócio de vestuário Madewell, que vem crescendo rapidamente.

Um porta-voz da TPG não quis responder a pedidos de comentários. Representantes de Leonard Green e Weil não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Um pedido de falência não está atualmente no horizonte para a J. Crew, que tem uma dívida superior a 1,7 bilhão de dólares, segundo as fontes, que falaram sob a condição de não serem identificadas porque as deliberações são confidenciais.

A varejista de Nova York está nos estágios iniciais de explorar opções para sua dívida que poderiam incluir um refinanciamento, de acordo com as fontes. As discussões visam abordar os vencimentos da dívida iminente em 2021.

A empresa ainda não abordou os credores sobre uma reestruturação, embora isso pode acontecer, disse uma das fontes. A J. Crew já havia pensado em desistir da Madewell por meio de uma venda ou oferta pública, informou a Reuters.

Em 2017, a J. Crew chegou a um acordo com credores, incluindo o GSO Capital Partners e o Anchorage Capital Group do Blackstone Group LP, em uma troca de títulos que praticamente cortou pela metade cerca de 567 milhões de dólares em obrigações e estendeu sua data de vencimento em dois anos.

A J. Crew, que chegou a vestir a ex-primeira-dama Michelle Obama, tinha cerca de 25,7 milhões de dólares em dinheiro desde o início de fevereiro, ante a 107 milhões de dólares um ano antes, e registrou prejuízo financeiro em sete dos últimos oito trimestres, de acordo com os registros de valores mobiliários.

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