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Estela Ataíde
Publicado em
21 de nov. de 2017
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Itália: indústria de têxtil e vestuário se recuperam

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
21 de nov. de 2017

“Segundo as nossas primeiras estimativas para 2017, o setor italiano de têxtil e vestuário está crescendo em todos os mercados”, disse Claudio Marenzi, presidente da Pitti Immagine, por ocasião da apresentação do programa do salão masculino Pitti Uomo, destacando “a recuperação do consumo na Itália que, pela primeira vez em muitos anos, é positivo, com +1,3%.”


A moda italiana vai de vento em popa. Aqui, a Fendi em setembro de 2017, em Milão - © PixelFormula


Outro fator encorajador para o Made In Italy: a retomada de contratação no setor têxtil de vestuário após vários anos a meio gás, com um aumento de 1,1% no primeiro trimestre de 2017, +0,9% no segundo e +0,3% no terceiro, de acordo com as estimativas publicadas pelo Sistema Moda Italia (SMI), organização patronal que agrupa as empresas do setor.
 
Durante o primeiro trimestre, o volume de negócios do setor aumentou 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior (+1,3% para o têxtil, +3,6% para o vestuário). O segundo trimestre foi ainda mais dinâmico, com um aumento de 3,8% (+1% para o têxtil, +6,7% para o vestuário). Por outro lado, sentiu-se uma desaceleração no terceiro trimestre, que terminou com +0,4% (-1% para o têxtil, +1,2% para o vestuário).

Como habitualmente, foram as exportações que impulsionaram as vendas, com um aumento de 2,4% para 17,9 bilhões de euros entre janeiro e julho de 2017. A indústria de malhas voltou a liderar, com um aumento de 7,5% nas exportações (+4,5% para roupa de cama e +3% para os têxteis técnicos). 

As importações aumentaram 1,9% durante o período para 12,3 bilhões de euros. No total, a balança comercial da moda italiana apresentou um superavit de quase 5,6 bilhões, graças a um adicional de 183 milhões de euros em relação ao mesmo período de 2016.
 
A Europa constitui o principal mercado de Itália, com 9,9 bilhões de euros (+1,7%), mas a Ásia está crescendo cada vez mais (+11,5% na China, +5% na Coreia). Mais em detalhe, a Alemanha, que representa o primeiro destino europeu da moda italiana com uma quota de mercado de 10,2%, progrediu 1% no período.

A seguir encontra-se a França, com uma quota de mercado de 9,5%. As exportações italianas para França caíram 1,3% entre janeiro e julho, mas aumentaram 5,7% para Espanha e 13,4% para a Rússia. As vendas para os Estados Unidos, o segundo maior mercado após a Europa, caíram 0,6%.
 
A indústria da moda italiana pode, no entanto, estar otimista, sobretudo porque em agosto as exportações voltaram a aumentar (+1% para o têxtil e +4,4% para o vestuário), de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística ISTAT.
 
“A nossa indústria representa mais de 35% da produção total de moda européia. Itália é para a moda o que a Alemanha é para os automóveis”, disse Claudio Marenzi. Como lembrou o Deutsche Bank num estudo publicado recentemente, 26 das 100 marcas de luxo mais importantes do mundo são italianas, e representam 16% do volume de negócios total da indústria. 

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