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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
15 de jun. de 2021
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Israel é o primeiro país a proibir o comércio de todas as peles de animais para a moda

Por
AFP
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
15 de jun. de 2021

Israel emitiu um decreto na última quarta-feira (9) que proíbe o comércio de peles de animais para o decreto ministerial. O país é o primeiro a aprovar uma legislação tão rigorosa.


AFP


"O comércio de peles de animais, importação e exportação, será proibido, exceto para pesquisa, estudo e certas tradições religiosas", disse o Ministério do Meio Ambiente de Israel em uma declaração, especificando que a proibição entrará em vigor em seis meses. O uso de peles empregados ritualmente para o "Schtreimel", o chapéu de pele liderado por alguns judeus ultra-ortodoxos, ainda é autorizado.

"A indústria do comércio de peles provoca um sofrimento inimaginável aos animais e este decreto transformará o mercado de moda israelense, tornando-o melhor para cumprir os padrões ambientais", disse Gila Gamliel, Ministra do Meio Ambiente.

O Ministério também publicou uma carta enviada por Jane Halevy-Moreno, diretora da International Anti-Fur Coalition (IAFC), elogiando este decreto qualificado como "gesto histórico”. "Israel é o primeiro país do mundo a fechar as portas para esta indústria cruel", escreveu Jane Halevy-Moreno.

Em 1976, Israel já havia proibido a pecuária para obter suas peles. Vários países em todo o mundo introduziram proibições parciais para o comércio de peles, especialmente para espécies ameaçadas, como as focas.

A proibição total do comércio de peles está em vigor em algumas cidades, como São Paulo, no Brasil, ou no estado da Califórnia, Estados Unidos. A Índia já aprovou regulamentos semelhantes no país, mas apenas para peles de vison, raposa e chinchila.

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