Inteligência artificial tem desenvolvimentos embrionários mas promissores para o comércio

Personalização, logística, pesquisa visual, gestão de marketplaces, chatbots...Um estudo da KPMG para a Federação de e-commerce (Fevad) fez um balanço da inteligência artificial (IA) e suas oportunidades aplicadas às vendas online, uma área onde o nível de IA utilizado ainda é básico, mas oferece vastas possibilidades de reforço.


IA utilizada hoje para o e-commerce continua "básica", segundo a KPMG e a Fevad - Shutterstock

São destacados três níveis de inteligência artificial: o primeiro se refere à uma IA capaz de obedecer, o segundo à uma IA com capacidade de aprendizado (ou machine learning); e o terceiro à uma IA capaz de raciocinar, de conduzir uma aprendizagem autônoma, realizar análises preditivas e emitir hipóteses. São tantos recursos que, de acordo com a KPMG, abrirão caminho para "comércio on-line sem tela, por meio de comandos de voz com potencialmente soluções muito diferentes dos assistentes atuais, como visualização 3D e compras em realidade virtual e, por fim, entrega instantânea por drone com base em algoritmos de demanda preditores.

Por enquanto, um terço de todos os comerciantes online começaram a testar ou usar soluções de inteligência artificial para cinco áreas específicas. A melhora da experiência através da personalização é o mais difundida, com 70% das soluções dedicadas à recomendação e ao marketing personalizado usando IA. O que permite a generalização do marketing preditivo, que permite solicitar na hora certa e para o produto certo uma categoria de potenciais compradores.

A logística é, até o momento, a área de aplicação mais madura e comum da IA. Além da multiplicação de robôs nos armazéns, a inteligência artificial facilita as abordagens omnicanal, permitindo unificar facilmente os estoques físicos e on-line, acelerando as possibilidades do click & collect e, mais recentemente, abrindo caminho para o ship-from-store, que é o envio de um pedido on-line diretamente do estoque de uma loja localizada nas proximidades. Outro grande campo de aplicação da IA, segundo a KPMG, é a pesquisa visual, com uma proliferação do "shazam visual", especialmente na moda, que permite buscar um produto similar ao fotografado. Uma possibilidade de análise visual que irá se integrar gradualmente nas redes sociais.

Mas uma das áreas em que a IA do futuro é mais esperada é, sem dúvida, a das bases de dados. "Os grandes marketplaces dos pure players da web perceberam que no futuro, para competir será fundamental investir em inteligência artificial e base de dados", aponta a KPMG, que indica um aumento de IA destinada à classificar e referenciar da melhor forma possível todos os produtos oferecidos. E isso para se destacar mais claramente nas pesquisas. Mas a parte da IA ​​à qual o consumidor permanece mais exposto até o momento é o chatbot. Estes se multiplicaram rapidamente, programados para responder às perguntas recorrentes ou passar para o atendente as questões mais complexas. Um avanço que esconde um outro, os assistentes pessoais de voz, nos quais Google e Amazon estão apostando.

"Graças à explosão do número de dados disponíveis e ao crescimento exponencial do poder de cálculo dos computadores, a inteligência artificial não é mais um conceito futurista e os varejistas eletrônicos perceberam isso", explica Marc Lolivier, responsável da Fevad. "No entanto, os comerciantes on-line ainda têm obstáculos para o desenvolvimento da inteligência artificial, como a integração com os sistemas de informação existentes, o tempo para o desenvolvimento e implementação de um algoritmo poderoso, os erros da máquina que exigem intervenção humana, etc.”, continua Marc Lolivier, prevenindo que "ainda estamos no início do desenvolvimento".
 

Traduzido por Novello Dariella

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